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Paciência no Sofrimento segundo Santa Teresinha do Menino Jesus.

Lendo o livro “Retiro de Santa Teresinha do Menino Jesus” do Pe Liagre, me deparei com o capitulo da Paciência.

Duas disposições são básicas de Santa Teresinha: sua humildade e confiança.

Humildade de se reconhecer imperfeita, falha, necessitada de Deus.

Confiante no Amor e misericórdia de Deus perante ser humano tão falho.

santa-teresinha

Mas é a paciência do dia a dia que aperfeiçoam de maneira pratica sua humildade e confiança. Explico-me:

Nos perguntamos todos os dias porque sofremos. Porque aconteceu algo tão ruim (do meu ponto de vista) se eu rezo tanto, se busco a vontade de Deus, se sou uma pessoa boa, etc….  Porém não se pode fugir do sofrimento, pois ele é o meio que Deus escolheu no mundo, de maneira providencial, de gerar santidade em nossa miséria humana.

O Sofrimento é consequência do pecado, no entanto, é ferramenta para nos aproximarmos mais do Amor de Deus.

E a paciência nesse sofrimento tem uma importância chave; ela, como dizia Santa Teresinha, é o amor em ação! Da maneira mais simples e autentica.

Aprofundemo-nos no que diz Santa Teresinha:

– Primeiramente, sua fé no Amor de Deus era certo! Não duvidava que era uma filha amada por Deus! Tão vivo era esse sentimento dentro dela, que todo e qualquer acontecimento em sua vida era visto com uma expressão de amor de Deus para com ela, por mais duro e difícil que o acontecimento seja. Então, se Deus permite que tal sofrimento passe por sua vida, e Deus é sempre amor, consequentemente o sofrimento é uma mensagem de amor de Deus.

Se questiona ela: “Como, Deus que nos ama pode ser feliz quando sofremos?”; E ela mesmo responde. “Não, jamais nosso sofrimento O torna feliz, mas este sofrimento nos é necessário. Então Ele o permite como que virando o rosto.”.  Que linda frase de uma filha que se enxerga amada pelo pai! Quantas vezes você, já depois de adulto, refletiu das vezes que seu pai ou mãe foi mais duro ou severo com você quando criança, apesar disso doeu mais neles no que em você. Como se seus pais te corrigissem mas olhassem para o lado para não ver a dor. Pois nossos pais muitas vezes, como Deus, nos deixam passar pelo sofrimento não pelo sofrimento em si, mas em vista em outra coisa…. Nossa felicidade.

Aqui vemos o primeiro aspecto da paciência, o amor filial.

– Entendendo pois, o sofrimento como mensagem de Deus, e sabendo que, Santa Teresinha tinha em seu coração um desejo enorme de agradar em tudo a Deus, o segundo aspecto dessa paciência está na submissão.

Santa Teresinha passou por diversos sofrimentos, como todos nós, provações interiores, tentações, irritações com nossas misérias e defeitos, doenças, entretanto ela remediava isso com paciência.  “Como sou feliz, dizia Teresinha, por me ver imperfeita e de ter tanta necessidade da misericórdia do Senhor!”.

Pacientemente tinha fé no amor de Deus, para suportar tudo, sendo submissa a Sua vontade.

– E por fim, o último aspecto da paciência, A Alegria.

Você lendo este texto, já deve imaginar: “Ela deve ter sofrido tudo sentindo uma alegria perfeita.”  Ou “Ela não se entristecia diante dos sofrimentos que lhe apareciam, era corajosa sempre!”  Grande engano. Vejamos o que ela diz:

“Soframos, se for preciso, sem coragem. Jesus sofreu com tristeza. Sem tristeza, acaso a alma sofreria? E nós quereríamos sofrer generosa e corajosamente… Que ilusão!”

Santa Teresinha vem nos mostrar uma maneira nova de viver a Alegria no sofrimento, dessa vez sem coragem, com tristeza, francamente.

Isso retira de nossa cabeça todo conceito de sofrermos sem ficarmos tristes. Como quando falece alguém em nossa família e temos que ser fortes, não ficarmos tristes pois creio em Deus. Que uma vez que buscamos Deus, nossos sofrimentos serão saborosos e os responderemos com coragem e bravura.

Teresinha nos ensina que a tristeza é essencial, que provar a amargura é necessário, que sentir-se sem coragem é preciso, mas acima de tudo sentir isso e aceitar tudo isso é ser paciente. Paciente com o seu tempo porem lutando para ultrapassar tudo que nos é amargo e triste e repousar na vontade de Deus. Ser alegre, não por sentir alegria, mas por saber que em tudo isso existe a vontade de Deus em nos fazer felizes.

Dizia ela: “Se desejais sentir alegria, atrativo pelo sofrimento, é vossa satisfação que procurais, pois quando se ama uma coisa a pena desaparece… Só encontro uma alegria, a de sofrer por Jesus, e esta alegria não sentida está acima de toda alegria”

Que busquemos viver a paciência em nossos sofrimentos, vendo tudo como efeitos do Amor de Deus por nós.  Exercitando a paciência de sermos amados como filhos, de estarmos submissos a vontade de Deus e sermos alegres, não como um sentimento, mas como uma decisão de confiar no Deus que é AMOR. E assim, o nosso sorriso refletirá facilmente no nosso exterior, uma alegria vivida em nossa alma.

Rodrigo Santana
Consagrado da Comunidade Pantokrator

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Category: Artigos Pantokrator

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