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Halloween (Dia das Bruxas): doces ou travessuras?

A festa de Halloween não tem origem pagã, mas cristã. Algumas correntes neopagãs pretendem relacioná-la com a festa celta de Samhain, que, na verdade, era celebrada variavelmente, seguindo os movimentos lunares, e não em uma data determinada, como em 1º de novembro.

A festa que foi cristã em sua origem.

Halloween é uma palavra que apareceu pela primeira vez no século XVI, concretamente em 1556, e é uma variante escocesa de “All-Hallows-Evening”, ou seja, a noite anterior ao dia “All Hallows”, que significa “Todos os Santos”.

Os movimentos neopagãos afirmam que Halloween procede da festa pagã de Samhain, uma comemoração celta (cuja primeira menção é do século X d.C.), que era celebrada seguindo os movimentos lunares.

Nossas festas cristãs seguem os calendários provenientes do império romano, que são os que usamos, como, por exemplo, o Calendário Juliano ou o Gregoriano, usado em muitos países da Europa desde 1582; nele se insere a festa de 1º de novembro (Todos os Santos) e a de 2 de novembro (Fiéis Defuntos).

Mas, como os celtas celebravam suas festividades em datas lunares, cada ano precisavam buscar o dia de lua cheia seguinte ao dia que media entre o equinócio de outono e o solstício de inverno. Em 2012, por exemplo, a data entre o equinócio de outono, que caiu em 22 de setembro, e o solstício de inverno, que será dia 21 de dezembro, seria o dia 6 de novembro. A lua cheia seguinte a esta data ocorreu em 28 de novembro. Este deve ser, então, o dia em que os celtas ou neopagãos deveriam levar em consideração para a sua festa.

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Assim, os seguidores do neopaganismo não deveriam usar a data solar de 1º de novembro ou a noite de 31 de outubro anterior para celebrar as suas festas, pois negam os seus próprios calendários, usando festas que não lhes correspondem e são de origem cristã.

Halloween tampouco tem uma origem romana, como é dito às vezes, querendo ligar esta data à festa da deusa romana Pomona ou do deus etrusco Vertuno (Vertumnus).

A festa de “All Hallows”, que poderia ser traduzida por “Todos os Santos”, é uma festa cristã surgida no século VII, quando o antigo Panteão romano se tornou uma igreja cristã dedicada a Nossa Senhora e a todos os mártires.

A festa de “All Hallows”, que poderia ser traduzida por “Todos os Santos”, é uma festa cristã. Ela surgiu no ano 609 d.C., devido à dedicação, por parte do Papa Bonifácio IV, do antigo Panteão romano como igreja cristã dedicada a Nossa Senhora e a todos os mártires.

No começo, no século VII, a festa era celebrada no dia 13 de maio. Ao parecer, com a celebração nesse dia, buscava-se cristianizar a festa de Lemúria, dos romanos.

Santo Efrém o Sírio, no século IV, testemunha que a Igreja do Oriente celebrava a festa de Todos os Mártires no dia 13 de maio, ainda que naquelas regiões às vezes se usava para isso o domingo seguinte a Pentecostes ou a Sexta-Feira Santa.

No século VIII, o Papa Gregório III moveu a festa do dia 13 de maio para o dia 1º de novembro, ligada a todos os Apóstolos, Mártires, Confessores Santos e Justos da Igreja, ao dedicar-lhes um oratório na atual localização da Basílica de São Pedro, segundo alguns autores no dia 1º de novembro. Seja ou não esta a data em que ocorreu tal dedicação, sabemos que o Pseudo-Beda afirmou que, já no começo do ano 700, em algumas regiões das ilhas Britânicas, se celebrava a festa no dia 1º de novembro.

O reconhecimento final e completo da sua extensão, não somente na diocese de Roma, chegou com o Papa Gregório IV em 835, quando ele pediu ao rei-imperador Luis o Piedoso, filho de Carlos Magno, que marcasse a festa do dia 1º de novembro para todo o Império Sacro, possivelmente por influência das regiões britânicas que já celebravam esse dia.

Atualmente, o Halloween costuma ser vivido de maneira paganizada e sob influência de fatores sociais, mas é preciso ser conscientes do que se comemora (ou do que os filhos comemoram), evitando cair no medo e na obscuridade.

Halloween é uma festa do paganismo, celebra mudança de estações, entrada na escuridão após a passagem pela metade luminosa do ano; também se busca proteção diante dos mortos, que supostamente poderiam cometer atos malvados contra os vivos. É uma festa que une aspectos de magia, fertilidade, mudança de ciclo, agradecimento pelos meses luminosos do ano e petição de proteção diante dos meses de escuridão.

Os praticantes do neopaganismo voltaram a uma festa e a uma religiosidade que coloca o homem novamente em uma posição de dependência da natureza criada. Afastando-se da religião cristã que mostra Deus como Senhor da Criação, e seu Filho Jesus Cristo, Deus e Homem verdadeiro, como aquele diante de quem tudo se submete, não fazem outra coisa a não ser voltar-se para a obscuridade e para os medos das antigas religiões.

Os cristãos têm a oportunidade de transmitir, com palavras e atos, a Boa Nova de que Cristo, a Luz verdadeira, ilumina tudo o que existe, incluindo o sentido do homem; e ensinar que Deus é nosso Pai, que é Providência.

No entanto, a maioria dos que vivem esta festa o faz por influência grupal, social, pelo medo transmitido pela mídia, em suma, pela cultura, alimentada pelo consumismo e seus métodos de marketing. Mas temos de ser conscientes do que comemoramos e de que eventos participamos, pois todo ato no ser humano é importante, também o tempo de lazer e os momentos de comemoração. Existimos para a glória de Deus.

Quando se trata de crianças, muitas usam fantasias porque todos fazem isso na escola, no bairro, na festa infantil. Uma criança que se deixa levar pelo que vê e pelo que lhe dizem, no colégio ou no ambiente, não tem culpa. Os que velam por elas são os adultos, que podem verificar de que comemorações os filhos participam e se estas incidem em aspectos de terror, medo, sangue, monstros ou elementos do imaginário satânico. Tudo isso influenciará na personalidade da criança.

Como disse em 1985 o então cardeal Joseph Ratzinger, “a cultura ateia do Ocidente moderno ainda vive graças à libertação do medo dos demônios, que o cristianismo trouxe. Mas se esta luz redentora de Cristo chegasse a se extinguir, o mundo recairia no terror e no desespero com toda a sua tecnologia, apesar do seu grande saber. Já existem sinais desta volta de forças obscuras, enquanto no mundo secularizado aumentam os cultos satânicos”.

Fonte: Aleteia

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Category: Atualidades

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