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Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

No dia em que temos a alegria de começar um novo ano de trabalhos e oração, a Santa Madre Igreja nos convida a celebrar o mais importante título com que a cristandade, desde as suas origens, tem honrado a Virgem Maria e, por meio dela, Aquele que por ela quis vir ao mundo. Referimo-nos à solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus: dia de preceito, dia de mistério, dia de, com os olhos postos em nossa Mãe Dadivosa, renovarmos todo o conjunto de nossa santa fé católica.

Antes, porém, de vermos quais propósitos a festa de hoje nos pode inspirar, olhemos de mais perto as doçuras e preciosidades que se escondem sob este tão grande e tão misterioso título com que a Virgem Santíssima é há séculos aclamada.

Solenidade de Santa Maria, Mãe de Deus

Desde antes de dar seu Filho à luz, Maria foi chamada por Santa Isabel a “mãe de meu Senhor” (Lc 1, 43). E os evangelistas, por sua vez, não se envergonham de referir-nos o que a respeito de Cristo pensavam os nazarenos: afinal, não era Maria sua mãe? (cf. Mt 13,55). Com efeito, a “mãe de Jesus” (cf. Jo 2,1; 19,25), como carinhosamente lhe chama o discípulo a cujos cuidados seria confiada (cf. Jo 19,26s), é sempre mencionada por sua relação Àquele que “ela concebeu do Espírito Santo como homem e que se tornou verdadeiramente seu Filho segundo a carne” (CIC, § 495). Ora, quem é esse Filho, que é esse fruto bendito senão o própria a segunda Pessoa da Santíssima Trindade, o Filho eterno a quem o Pai, gerando-o desde sempre, transmite tudo o que é, tudo o que tem?

Sob o olhar da fé podemos descobrir aqui a belíssima conveniência dessa maternidade divina, em razão da qual quis o próprio Deus cumular de graças e enriquecer com uma santidade singular aquela que escolhera para dar à luz o Redentor.

É esta, pois, uma verdade atestada já por São Paulo: “[…] quando veio a plenitude dos tempos, Deus enviou Seu Filho, que nasceu de uma mulher” (Gl 4, 4): pois do mesmo modo como da substância de Adão Eva fora formada, ainda virgem e sem pecado, assim também o Cristo haveria de tomar parte na carne imaculada de Maria, toda pura e sempre intacta. Eis a justiça, eis a sabedoria com que Deus, servindo-se dos mesmos instrumentos pelos quais a serpente fê-lo ruir, reergue o gênero humano sobre a humildade da nova Eva!

Maria, Mãe de Deus e nossa

Indefectivelmente fiel à fé recebida dos Apóstolos, a Igreja nunca temeu confessar que Maria é, de fato, Mãe de Deus (Theotókos). Não porque o Verbo divino, ao fazer-se carne, tenha nela tido origem, mas porque dela recebeu o santo corpo pelo qual operou a obra da nossa salvação; não porque a Virgem Deípara tenha gerado a natureza divina, mas porque deu à luz Cristo, verdadeiro Deus.

Mãe de Deus, mãe de Nosso Senhor, mãe da Cabeça da Igreja: devido a esta grande e amável dignidade, não pode a Virgem Maria deixar de ser também mãe dos membros de Cristo, mãe nossa, à cuja proteção devemos recorrer. Mãe de Cristo Rei; rainha, portanto, dos homens e dos anjos. Mão do Divino Mediador; mediadora, portanto, para todos os que desejam ir a Jesus e, por meio dele, ao Pai celeste.

Consagremos o novo ano que se inicia aos cuidados desta Mãe admirável. Que ela, pondo-nos sob a proteção de seu manto maternal, nos preserve do pecado, nos ajude a vencer as tentações, nos dê força de vontade para querermos ser santos. Que ela nos faça perseverar, firmes e constantes, no serviço ao Senhor até o dia de nossa morte, por mais duro e áspero que seja o caminho.

Que ao longo deste novo ano possamos associar-nos às dores da Mãe de Deus, a fim de um dia participarmos, ao seu lado, das alegrias que a sua divina maternidade conquistou para todos os redimidos pelo sangue de Cristo!

Fonte: Padre Paulo Ricardo

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Category: Formações, Virgem Maria

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