A arte mais nobre é fazer os outros felizes

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Sabe aquela arte de fazer o outro feliz? Nós temos! Eu vou te explicar. Tem gente que tem o dom de revelar o melhor de nós. Que eleva a nossa autoestima, que se importa com os detalhes, que não tem dia marcado para expressar gentileza e afeto. Pode ser até aquela pessoa mais durona, porém deixa a sua marca de cuidado e atenção.

A arte de fazer o outro feliz está na alma de cada ser humano. Fomos criados a imagem e semelhança do Deus Amor! Um amor que não se contém, mas que transborda para os seus. Deus não mede esforços para nos ver felizes! “Ele amou-nos primeiro, e continua a ser o primeiro a amar-nos; por isso, também nós podemos responder com o amor. Deus não nos ordena um sentimento que não possamos suscitar em nós próprios. Ele ama-nos, faz-nos ver e experimentar o seu amor, e desta antecipação de Deus pode, como resposta, despontar também em nós o amor”. (1)

A estrada para encontrar a Deus

Somos chamados a imitá-Lo, a derramarmos a nossa vida em favor do próximo. Se alguém disser: “Eu amo a Deus”, mas odiar a seu irmão, é mentiroso, pois quem não ama a seu irmão ao qual vê, como pode amar a Deus, que não vê? (1 Jo 4, 20). Aí está o grande segredo; o amor ao próximo é uma estrada para encontrar também a Deus, e fechar os olhos diante do próximo nos torna cegos também diante de Deus. (2)

Quantas questões nos fazem fechar os olhos para próximo: o egoísmo, o individualismo, a vida corrida, as preocupações exageradas, o nosso temperamento, a falta de perdão, a indiferença, o desprezo, as dificuldades da vida. Não gastamos mais tempo com o outro. Na realidade, sempre alegamos falta de tempo. E quando esse tempo surge, parece que perdemos a capacidade de escutar, de sofrer com outro e de, também, nos alegrar com ele.

Reconhecer a Dignidade do outro

Madre Teresa de Calcutá vai nos ensinar: “A maior pobreza não é a falta de dinheiro, ou a falta de pão e de comida, mas sobretudo uma fome terrível de reconhecimento da dignidade que cada um tem” (3). Só conseguiremos reconhecer a dignidade do outro com o auxílio de Deus. É ele que nos ensina a amar e a fazer os outros felizes. Ele é a fonte de todo o bem. Mais do que sentimento, é uma decisão.

Faça o outro feliz

Uma excelente arma para dominarmos a arte de fazer o outro feliz é a busca pelas virtudes. O catecismo explica que as virtudes são atitudes firmes, disposições estáveis, perfeições habituais da inteligência e da vontade que regulam nossos atos, ordenando nossas paixões e guiando-nos segundo a razão e a fé. Propiciam, assim, facilidade, domínio e alegria para levar a uma vida moralmente boa. (CIC 1804).

As virtudes não nascem feitas – é preciso esforço! É necessário sacrifício para vencer as tendências da preguiça, individualismo, maledicência, mau humor… Só com um esforço cotidiano, movimentado pela graça do Espírito Santo, conseguiremos dar passos concretos.

Confira algumas atitudes que você pode começar a exercitar hoje:

· Seja paciente;
· Esteja atento às necessidades do outro;
· Dedique tempo para orar, mandar mensagem e visitar alguém;
· Fale menos e escute mais;
· Sorria, abrace, cumprimente;
· Seja gentil e alegre;
· Elogie;
· Faça críticas construtivas;
· Ofereça ajuda.

Vamos Juntos! Deus abençoe!

Referências:

1. Enciclica Deus carita est, 17
2. Idem, 18
3. M.A Velasco, Madre Teresa de Calcutá, 27

Andressa Silva
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator

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