A manjedoura

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manjedoura

Jesus, sendo completamente Deus, portanto, o Verbo, Aquele que existe desde
toda eternidade, Aquele que é o alfa e o ômega, ou seja, o início e o fim de todas as
coisas – este mesmo Deus, que jamais estaria submetido a nada deste mundo,
inclusive ao próprio tempo, se abaixa até nós, nascendo do ventre da Virgem Maria
em uma manjedoura, uma espécie de caixa de madeira onde as vacas se alimentam.

Hoje temos várias formas de suavizar os sofrimentos de um parto: temos salas
decoradas, playlist no spotify, tecnologias na medicina, procedimentos otimizados e
bons hospitais. É claro que tudo tem um preço, vai depender do que se pode pagar,
mas estas coisas, de certo modo, estão à nossa disposição.

São José e a Virgem Maria não encontraram sequer um quarto; assim, em um
estábulo vazio nasce o Menino Jesus, sobre uma manjedoura. Quantas vezes nos
colocamos em uma postura de reclamação sobre coisas que nos incomodam, por
exemplo: o vizinho barulhento, um cano com vazamentos, uma semana de prova, o
colega de trabalho “mala”, um chuveiro queimado, uma noite mal dormida… enfim,
tantas coisas nos tiram do nosso conforto.

Mas Jesus, mesmo sendo Deus, não mediu esforços para nos salvar; suportou
a dureza, a sujeira e a falta de dignidade de uma manjedoura. Portanto, todas as
vezes que nos sentimos incomodados com as durezas da vida, sujos diante das lutas
da vida e com a nossa dignidade ferida pela falta de algo ou por uma necessidade não
atendida, devemos nos lembrar da manjedoura – que ela seja nosso consolo e motivo
de louvor.

Que as nossas manjedouras não sejam causas de murmuração, mas um meio
de relembrar que, antes de estarmos passando por esta situação, Cristo passou por
primeiro. Assim, nossas reclamações começarão a se tornar louvor, pois Ele nos ama!
Fomos escolhidos! Sim! Naquela manjedoura de Belém, nossos nomes estavam
escritos, Deus sempre sonhou com a nossa vida e jamais nos abandonará!

Lucas Sturion
Consagrado da Comunidade Católica Pantokrator

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