Casamento: Jesus se casou com a Igreja e jamais irá se divorciar dela

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casamento

A Bíblia começa com um casamento: a união entre Adão e Eva. E o olhar do homem sobre sua mulher, que a identifica como carne de sua carne, nos mostra um grande mistério escondido na relação entre os esposos: a prefiguração da nossa união com Deus. Sim, Deus, ao fazer o homem à sua imagem e semelhança, deu a ele o anseio por uma união de amor, assim como vemos perfeitamente na trindade santa. O casamento é o único sacramento que já existia antes de Cristo, mas que por Ele foi elevado a ser um sinal visível do desejo de sermos um só eternamente.

Se olharmos atentamente, a Bíblia é a história do casamento de Deus com a humanidade. A vinda de Cristo é o título que o último capítulo do livro do Apocalipse recebe e nele podemos ler o seguinte versículo: “O espírito e a esposa dizem ‘vem’”, o que nos comprova que nós, a Igreja de Cristo, vivemos um casamento divino com Nosso Senhor. Sim, nosso chamado mais profundo é sermos almas esposas, que recebem a graça do todo-poderoso que deseja como um esposo dar tudo por amor. Essa linguagem parece estranha, mas está explícito em toda a Bíblia esse anseio de Deus por nós.

Casamento, caminho para a eternidade

O casamento vai muito além da união de dois corpos; são duas pessoas que se tornam uma só, olhando juntas para a eternidade. Ao deixarmos que o outro nos despose, firmamos o compromisso de estar com ele(a) na alegria e na tristeza, na saúde e na doença, e essa promessa, feita diante dos homens e diante de Deus, é cobrada e provada durante os anos que se passaram. Logo que as renúncias e sacrifícios de uma vida a dois começarem, será preciso morrer para si e fazer o outro feliz. É isso que o Senhor faz também conosco, nos tomando para si e desposando nossas almas. Cristo vem nos mostrar que nunca irá nos abandonar, apesar das nossas faltas e nossos pecados. Ele é um esposo fiel.

Podemos ver isso com o casamento do profeta Oséias com a prostituta Gômer a mando de Deus. “Vá e ame uma adúltera, uma mulher que tem um amante. Ame-a assim como eu amo o povo de Israel, embora eles adorem outros deuses.” (Oséias 3, 1). Assim também Deus faz conosco: Ele, em sua infinita bondade, nos criou para o amor, porém rejeitamos essa verdade com o pecado original, nos entregando a outros deuses, aos nossos próprios amores. Mas o Senhor, como um esposo fiel, veio nos redimir pelo seu sangue e sua carne.

Amor eterno

A Cruz é o leito nupcial do cristão, onde nossa alma se encontra com o esposo que tudo entregou por nós. Ele nunca se “divorciará” de seu povo, nunca se cansará de nos buscar e nos revelar a grandeza do amor que somos chamados a viver. Mesmo que muitas vezes continuemos a negar e preferir nos “prostituir” com outros deuses, Ele alcançará nosso coração.

Juntos até o céu!

Tayná Barbosa
Postulante da Comunidade Católica Pantokrator

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