Como se relacionar com a Virgem Santíssima?

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virgem santíssima

A devoção e o carinho pela Virgem Santíssima são comuns desde o inicio da história da Igreja.  Maria, desde sua adolescência, foi um grande exemplo de virtude, de vocação e de santidade para todos nós.

Não é à toa que coube a ela tomar a decisão mais difícil e mais importante da historia da Humanidade: dizer o seu “sim” a Deus, ser a Mãe do Salvador e corredentora do mundo.

Mas antes de entrarmos diretamente no tema central do texto, vamos ver o porquê da importância de Nossa Senhora em nossas vidas.

Por que recorrer à Virgem Santíssima se podemos ir diretamente a Jesus?

Em alguns momentos da história da Igreja, algumas pessoas passaram a questionar as devoções e os relacionamentos com a Virgem Maria. As pessoas sempre tiveram certo medo de recorrer a Maria com medo de ofender a Deus Pai.

Com o passar do tempo e com a graça de Deus, as pessoas passaram e entender que Maria não é igual a Deus e que o Pai é infinitamente maior. É como acender um fósforo e colocar ao lado do sol; o sol é maior, mais luminoso, mais aquecedor etc… E recorrer a Ela como mãe não é pecado é algo necessário para nossa Salvação.

Assim como Deus usou de Maria para mandar seu Filho ao mundo, Deus quer usar de Maria para que cheguemos a Jesus.

Então, quer dizer que não conseguiremos chegar a Jesus senão for por Maria? Não é exatamente isso, mas podemos dizer que pegaremos um caminho muito mais árduo sem Maria ao nosso lado. Com a Virgem Santíssima nos guiando é como se pegássemos um “atalho” até Jesus: por esse atalho ainda haverá choro, haverá sofrimento e nossa Cruz ainda será muito pesada, mas Ela estará ao nosso lado a cada momento nos acompanhando em nossa vida, consolando-nos quando cairmos, ensinando-nos a ser fortes quando chorarmos, amando-nos como uma mãe, assim como Ela esteve ao lado de Jesus Sua vida inteira.

É apenas uma mulher?

Como já sabemos, Deus é Onipotente. Ele não precisava de Maria para mandar Seu Filho ao mundo. Se Ele quisesse que Jesus surgisse no mundo sem qualquer colaboração humana, Ele o faria, porque Ele é Deus e para Ele nada é impossível. Deus quis precisar de Maria para salvar Seus filhos amados.

Maria não é apenas uma mulher; é a mulher que gerou o Filho de Deus em seu ventre. Ela não teve uma vida comum. Ela recebeu anjos do Senhor em sua casa – acredita-se que os próprios anjos ficaram maravilhados com tamanha graça que a pura Virgem continha dentro dela (cf. Lc 1,28), foi liberta das dores do parto, liberta por antecipação, até mesmo do pecado original.

Na Sagrada Escritura, podemos ver as inúmeras vezes em que a Virgem Santíssima esteve presente e foi importante para Jesus e para as pessoas que estavam em sua volta. Por exemplo: Nas Bodas de Caná, ao acabar o vinho da festa, Maria pede a seu Filho que faça mais para os convidados. Ou seja, ela pede para Jesus realizar um milagre (cf. Jo 2,5).

Podemos ver que São João Batista foi santificado (ainda no ventre de Izabel) quando sua mãe é visitada por Nossa Senhora (cf. Lc 1,41). Ou seja, a Virgem Maria leva o Espírito Santo até Izabel e a criança.

No Livro dos Atos dos Apóstolos 1, 14, Ela novamente está junto com os discípulos de Jesus, aguardando a vinda do Paráclito. Não há ninguém melhor que a Esposa do Espírito Santo para ajudá-los a receber com sua intercessão e com o seu amor.

Caro leitor, ela também estava no momento mais importante da história da Salvação: o momento em que Nosso Senhor Jesus Cristo se entregou por nós, numa Cruz. (cf. Jo 19, 25.)

Como devemos nos relacionar com a Santíssima Virgem?

Depois de vermos, pelo menos um pouco, da importância que Maria teve para nossa salvação – e tem até hoje em nossa vida – vamos ver como melhorar nosso relacionamento com Ela:

Nosso Senhor nos dá essa resposta em Jo 19, 26-27 “Jesus, ao ver sua mãe e, ao lado dela, o discípulo que Ele amava, disse a ela: ‘Mulher, eis o teu filho!’ Depois, disse ao discípulo: ‘Eis a tua mãe!’ A partir daquela hora, o discípulo a acolheu.

  • O primeiro passo, para se ter um bom relacionamento com Maria é reconhecer que ela é a Mãe de Jesus. Devemos acolher essa verdade em nosso coração e deixar de lado todas as heresias que dizem o contrário;
  • O segundo passo é, acolhê-la como Mãe, em nossa vida. Jesus, aos pés da Cruz, nos deu esta ordem (cf. Jo 19,26) e, assim como o discípulo fez, devemos trazê-la para nossa casa, para nossos pensamentos, para nossa vida;
  • Peça ajuda a Jesus – se ainda possuímos alguma dificuldade de cumprir com os passos anteriores, vamos recorrer ao Filho. Não há ninguém melhor que possa nos ajudar a compreender tamanha beleza se não Aquele que habitou este templo precioso e perfeito.

Podemos fazer preces simples em nossas orações e pedir do fundo do coração esta graça: “Senhor Jesus, vós que habitastes no ventre de Maria, Vos que se fez Filho e por meio dela Salvou o mundo, ajuda-me cumprir com a ordem que Tu mesmo nos deixaste e acolhe-la como Mãe e senhora da minha vida.”

  • Rezar o Rosário – A Igreja reconhece que a oração do Rosário, depois da Santa missa, é a oração mais forte que existe.

Nossa Senhora, em 1858, em sua aparição em Lourdes (França) a Santa Bernadete pede que reze o Rosário pela conversão dos pecadores.

Em 1917, a Virgem Maria aparece aos pastorinhos, em Fátima (Portugal), e pede que estes insistam na oração do Rosário para o final da 1ª guerra mundial.

Se essa oração se tornar um costume em nossas vidas, iremos colher muitos frutos em nossa busca a Jesus – se caso não conseguirmos rezar o Rosário completo todos os dias, rezemos, ao menos, o Santo Terço.

  • Consagração a Jesus pelas mãos da Santíssima Virgem – uma consagração consiste em dar-se inteiramente a Jesus. Existem muitos santos que se consagraram a Jesus pelas mãos de Maria. Essa consagração consiste em confiar todos seus méritos, toda sua vida a Maria. E em troca, Ela irá recorrer a Deus em nosso nome, como uma Mãe protetora que se preocupa com seus filhos.
A consagração mais conhecida é pelo método de São Luís Maria Grignon de Montfort – o “Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem” – Livro de cabeceira de um santo muito conhecido por todos nós: São João Paulo ll.
  • Não é possível amar aquilo que não conhecemos. Devemos nos dedicar à oraçãos e também ao estudo para conhecer cada vez mais a Virgem Santíssima.

Existem diversas obras que podem nos auxiliar a esta busca, como: a Sagrada Escritura, as Encíclicas de nossos papas e a vida dos santos da Igreja.

[…] Se a devoção a Santíssima Virgem é necessária para todos os homens conseguirem a Salvação, é ainda mais para aqueles que são chamados a uma perfeição particular…” (“Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem”, 45).

Caro leitor, nós, como filhos de Deus, não devemos lutar apenas para ser salvos, devemos lutar para ser santos. Devemos lutar para ser semelhantes Àquele que deu Sua vida por cada um de nós. E para essa luta, Maria está ao nosso lado, assim como, Ela esteve ao lado de Nosso Senhor Jesus Cristo, em cada momento de sua vida, desde seu nascimento até sua morte numa Cruz.

Deus te abençoe.

Felipe Andrade
Postulante da Comunidade Católica Pantokrator

 

 

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