Deus é meu rival?

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Deus

No mundo pós-moderno em que vivemos temos a palavra liberdade como um bem precioso, ao longo dos anos seu conceito foi sendo estruturado para ansiarmos a liberdade. Mas do que exatamente queremos nos libertar? Olhando para o movimento histórico, nós podemos dizer que o homem clamou por uma liberdade sexual, depois pela liberdade da mulher poder tomar pílulas anticoncepcionais e em poucos anos vimos crescer o apelo a liberdade de poder abortar seus próprios filhos.

Então, existe um limite para a liberdade? O significado dessa palavra no dicionário pode nos ajudar a entender a dimensão do que ela carrega: “liberdade:  grau de independência legítimo que um cidadão, um povo que elege como valor supremo, como ideal”. Aqui está a nossa resposta: a liberdade está ligada aos valores de um povo, e em um mundo neopagão vemos crescer o ataque constante aos valores inegociáveis de um cristão, como o valor à vida, por exemplo. Em uma arquitetura diabólica, vemos a verdade ser desfigurada, deixando-nos cada vez mais confusos sobre o que é liberdade e sobre o que é um ateísmo velado em nossos pensamentos.

Um sinal disso é quando começamos a enxergar Deus como um rival, por querer privar o homem de sua autonomia e poder, um rival que nos indica um caminho para percorrer e nos impede de fazer tudo o que queremos. Quantas vezes podemos ver Deus como um concorrente, por acharmos que Ele impõe limites a nossa existência e não nos permite usufruir dela como quereremos. Devemos afastar dos nossos corações a ideia de uma rivalidade com Deus! Dar espaço para Ele em nossas vidas não é limitador. Devemos nos abrir à verdade de que Deus é o amor onipotente que não nos tira nada e nem nos ameaça, devemos nos abrir a realidade de que Ele é o único capaz de nos fazer viver em plenitude.

A causa desse ateísmo simplório dos nossos tempos, que se espalha como uma pandemia, é uma fuga de Deus, da fé e da religião, porque há a crença de que Ele ameaça o ídolo da liberdade e do prazer sem fronteiras, o que para muitos é o único deus. Mas só em Nele podemos alcançar a verdadeira liberdade, sem a sua presença ficamos existencialmente órfãos, sem um lar para voltar. Assim, tornamo-nos errantes e giramos em torno de nós mesmos e nos estrangulamos em nossos próprios prazeres.

Caminho para a verdadeira liberdade

Você pode não ter chegado a graus extremos e a grandes pecados, mas em seu coração existe uma guerra por território, já que limitamos a ação de Deus em nossas vidas e controlamos o Seu poder. Isso acontece, pois no fundo ainda temos um altar ao ídolo do nosso prazer e não queremos deixá-lo. Assim, a vida com Deus vai ficando pesada e fatigante, já que a todo momento estamos lutando com Deus por uma liberdade falsa, porque sabemos que “foi para a liberdade que cristo nos libertou” (Gl 5, 1). Ele nos libertou do peso da morte e da escravidão, dando a Sua vida como prova do Seu amor onipotente que pode preencher todos os espaços do meu coração, todos meus anseios e necessidades. Dessa forma, todas as vezes que eu não reconheço isso estou dizendo que sua morte e ressurreição não são suficientes para mim, que a salvação não me alcança.

O bem mais precioso que podemos dar para Deus é a nossa liberdade em escolher por Ele, é a confiança cega que Ele me conduzirá nos caminhos da eternidade, que Ele é a fonte que sacia toda a minha existência. Com isso declaramos a vitória desse Amor Poderoso em nossas vidas e acolhemos o Senhor como o Cristo Pantokrator, o Senhor de todas as coisas!  Queiramos perder, meus irmãos, deixemos que Ele venha vencer as durezas dos nossos corações e se faça o Rei onipotente de nossas vidas.

Juntos até o céu!

Tayná Barbosa
Postulante da Comunidade Católica Pantokrator

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