Dica de filme: “Cartas para Deus”

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Muitas vezes na vida buscamos respostas em lugares que não devemos. Muitas vezes questionamos a Deus pelos acontecimentos de nossas vidas. Algumas outras vezes também não sabemos como tudo se dará nem para onde nos levará. Para isso não há remédio, nem adivinhação, mas apenas uma coisa pode nos levar ao abandono na vontade de Deus: intimidade com Ele!

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O filme que venho indicar é “Cartas para Deus”, no qual encontramos um pequeno garotinho chamado Tyler na luta contra o câncer juntamente com sua família e amigos. É incrível ver durante o filme o quanto Tyler tinha fé, ele escrevia todos os dias uma carta, e a colocava no correio com o seguinte destinatário: para Deus. Nunca reclamou de sua doença, de não poder mais jogar bola, de não ter cabelo, mas sempre soube olhar para tudo e ver que Deus ali agia. Era chamado de “Guerreiro de Deus”, e sabia que tinha uma missão aqui na terra.

Vendo a alegria dessa criança percebi que para sermos verdadeiramente felizes é preciso aceitar e confiar no que Deus nos pede. E quem muito confia, quem muito se abandona é a criança, como por exemplo quando se joga nos braços do pai sem nem se quer pensar em duvidar se eles o aguentarão ou não, simplesmente se joga. Com Deus é assim que devemos agir!

Na nossa realidade podemos não ter um câncer, mas podemos ter outras doenças que afetam não fisicamente nosso corpo, mas sim nossa alma, a qual quanto mais ferida por nossos pecados nos leva a uma morte na ausência de Deus. Ao invés do câncer podemos ter raiva de algum próximo nosso, ou então uma vontade de satisfazer nossos desejos carnais, vontade de ir contra as leis de Deus por serem mais difíceis de serem seguidas, podemos sempre querer tirar nossas responsabilidades das coisas, viver a liberdade mundana que nos acorrenta ao demônio. Essas são coisas muito piores do que o câncer pois em muitos casos não são perceptíveis justamente porque o mundo hoje não nos deixa percebê-las.

Perante as suas condições, Tyler tinha todos os motivos do mundo para reclamar de sua doença, ele poderia ficar sem sorrir por saber que estava morrendo aos poucos, poderia chorar todos os dias se fazendo de vítima, poderia questionar a Deus do porquê isso acontecia com ele. Mas ao contrário, percebeu que precisava se sentir único, escolhido por Deus para ter aquela doença! Para nós diversas situações nos levam a reclamar. Situações pequenas como ter que acordar cedo todos os dias para trabalhar, ter que pegar ônibus por não ter um carro, ter que ajudar um amigo que passa por alguma dificuldade e não poder ter tempo para si mesmo, entre outras que são coisas tão fúteis perto de uma doença como câncer.

Com Tyler é possível ver que a intimidade com Deus nos leva ao louvor constante daquilo que nos acontece. A pequenez de uma criança nos revela a face de Cristo. Mesmo na dor esse menino soube ser o sorriso de Deus para o seu próximo, isso pois foi aquele que se abandonou nos braços de Deus, confiou que o Pai sabia o que fazia com Ele.

Precisamos olhar tudo o que nos leva a murmurar e pensar como crianças, olhar com otimismo, ter fé de que tudo dará certo, acreditar que Deus cuida a todo instante de nossas vidas. Ser criança não significa ser imaturo, mas sim encontrar a via da pequenez, se fazendo o menor para entrar no reino dos céus. A pequenez é simplesmente se abandonar nos braços do nosso Pai que no céu ansioso nos espera!

Que pela graça de Deus hoje e em todos os dias da nossa vida nos sintamos também escolhidos por Deus para sermos seus guerreiros aqui na terra, e assim vivermos a plena alegria do céu!

“Jesus chamou uma criancinha, colocou-a no meio deles e disse: ‘Em verdade vos declaro: se não fordes como criancinhas, não entrares no Reino dos céus. Aquele que se fizer humilde como esta criança será maior no Reino dos céus.” – Mateus 18, 2-4.

Isabela Lima
Postulante na Comunidade Católica Pantokrator

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