Novas Metas da ONU Precisam Fazer Mais pelas Mães

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Preste atenção nas mães! Assim diz um recente documento para delegados da ONU enquanto finalizam novas metas que guiarão o desenvolvimento internacional até 2030.

“Enquanto os países decidem o futuro das prioridades de desenvolvimento do mundo e como bilhões de dólares serão gastos, o destino das mães está nas mãos deles,” declara o documento do C-FAM, que publica o Friday Fax.

Muito frequentemente, mulheres morrem na gravidez e parto. Em 2000, os países concordaram em tornar a maternidade mais segura. Mas eles não conseguiram alcançar a meta da redução de 75% em mortes maternas prometida nas Metas de Desenvolvimento do Milênio (MDMs), um conjunto donu-maese objetivos ambiciosos que expira em 2015.

Novas metas de desenvolvimento continuarão onde as MDMs descontinuam. Os autores Rebecca Oas e Stefano Gennarini apontam para o fato de que as mães ficaram com a pior sorte sob as políticas da ONU, em “The Unfinished Business of MDG5 on Maternal Health and the Post-2015 Development Agenda” (O Negócio Inacabado das MDM5 sobre Saúde Materna e Agenda de Desenvolvimento Pós-2015).

A maioria das 350.000 mortes maternas anuais ocorre em países pobres. As mães “morrem frequentemente em condições insalubres, sozinhas, em terror e agonia sem assistentes treinados, ou acesso a assistência adequada para salvar vidas,” diz o Dr.Robert Walley de MaterCare International.

Um estudo histórico do Chile esclarece quais passos devem ser tomados para reduzir a mortalidade materna: Educação para as mulheres, assistentes treinados de parto, assistência pré-natal, acesso à água e saneamento, e assistência obstétrica de emergência.

Um problema comum entre mulheres de idade reprodutiva é deficiência de ferro — uma condição que merece muita atenção no mundo desenvolvido, mas que num país pobre ameaça a vida das mulheres grávidas que têm hemorragia. A melhoria na nutrição salvará a vida das mães e dos bebês.

Chega-se melhor a cada solução com a melhoria na infraestrutura, especialmente a assistência médica.

Contudo, a atenção e financiamento estão sendo desviados das iniciativas que ajudam as mães a sobreviverem ao parto para iniciativas que evitam completamente a maternidade. Os promotores do planejamento familiar têm transformado a contracepção na prioridade mundial máxima, e se gastam anualmente 60 bilhões de dólares em programas de controle populacional. Só uma fração desse dinheiro vai para salvar a vida das mães.

O Fundo de População da ONU (FNUAP), a Federação Internacional de Planejamento Familiar e outros pedem mais dinheiro para cobrir um número projetado de 220 milhões de mulheres que têm uma “necessidade não atendida” de planejamento familiar. Mas essa afirmação é enganadora, o documento explica.

Na África — o foco da maioria das iniciativas de planejamento familiar — 98% das mulheres casadas têm acesso aos modernos contraceptivos. Muitas escolhem não usá-los devido a preocupações com efeitos colaterais e riscos de saúde, ou porque estão amamentando, têm sexo infrequente ou nenhum, ou se opõem à contracepção.

As organizações de planejamento familiar dizem que precisam de recursos para “aumentar a demanda,” isto é, convencer as mulheres a usar a contracepção.

Enquanto isso, milhares de mulheres morrem anualmente por falta de melhorias na assistência médica materna. Os programas de saúde reprodutiva focam muitas vezes na eliminação da maternidade, em vez de a tornarem segura.

Isso pode ficar pior se o termo “direitos reprodutivos” for incluído nas novas metas. O termo muda o foco de resultados mensuráveis concretos para criar normas e mudar leis. Envolve medidas incontestáveis com questões como aborto que provocam debates politicamente divisivos.

Organizações como a do Dr. Walley têm sido rejeitadas para receber financiamento porque não fornecem aborto — o que alguns chamam de “direito reprodutivo” — ainda que o aborto carregue riscos médicos, e é especialmente inseguro para mulheres e lugares em que o parto é perigoso.

Em 2012, os países removeram toda menção de “direitos reprodutivos” para chegar ao acordo que lançou a iniciativa para desenvolver as novas metas. Embora a então secretária de Estado Hillary Clinton tenha expressado repreensões por causa da omissão, outros diplomatas denunciaram tentativas de impor “itens proibidos,” como o aborto, que entram em conflito direto com leis nacionais.

Fonte: c-fam.org/en/portugues

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