A novidade do Amor!

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Quantas já foram as vezes que ouviste falar do Amor de Deus, quantas leituras sobre Ti, quantas partilhas que te falavam sobre como se aproximar do Senhor?

110916-_Amar_a_Deus_amando_o_proximo1A Palavra de Deus é sempre nova, não importa o quanto já a conhecemos ela nos toca, vem nos inflamar com aquilo que Ele quer realizar em nós. A Quaresma, torna-se um tempo privilegiado para a manifestação do Senhor, Ele procura diversos meios e incomoda nosso coração para que possamos ouvi-lo e fazer a Sua Vontade.

Temos sede, não podemos negar que em nós há um desejo intrínseco de sermos felizes, há uma falta que só se completa quando estamos diante de nossa própria Verdade. Vimos nesses últimos domingos a narração dos Evangelhos onde são expostos claramente a humanidade e a inclinação de Deus sobre nós, nos acolhendo como somos. A samaritana que demonstra tal sede e é convidada a beber da Água da Vida, para que isso não se repita mais. O cego que ao ser curado por Cristo torna-se irreconhecível para os que os tinha visto antes, ganhando não somente a visão, mas a própria vida. E Lázaro, que é ressuscitado pela Voz que o chamou para fora, deixando suas faixas e tornando-se verdadeiramente livre.

Vivemos nosso dia a dia, muitas vezes, tomados pela pressa, pela intuição do fazer, esquecendo-se do quão valioso é o nosso “ser”, temos sede, mas não paramos para sacia-la.

“Quem ama a sua vida, perdê-la-á; mas quem odeia a sua vida neste mundo, conservá-la-á para a vida eterna.” (João 12; 25)

O tempo melhor investido é aquele onde deixamos o que nossa própria razão, o que a justiça humana nos leva a fazer, confiando que Deus é capaz de nos guiar por um seguro caminho. Deus se faz simples e nos convida a olhar também as pequenas situações que nos são apresentadas, por exemplo, gestos como um sorriso, atenção, uma palavra ao outro, que possa estar precisando e as pequenas alegrias que a vida nos oferece. Nos aproximando assim do Coração de Deus, encontrando de maneira sutil o que nos falta.

Como na descoberta feita por Santa Teresinha ao exclamar: “A minha vocação é o Amor!”. É exatamente para essa experiência que Cristo nos convida, ao sermos conduzidos pela razão do Amor, guiados por essa intuição e não por aquilo que o mundo nos propõe, ganhando assim vida nova e plena.

Destaco que o chamado de Cristo não é algo exclusivo de alguns e ainda menos, de alguém que possa portar uma dignidade diferente. Com ousadia diria que Ele tem preferência pelos mais pecadores, pois são os mais necessitados e os que Ele mais deseja ter para Si. A resposta é simples e sua vivência pode ser repetida e renovada por incalculavéis vezes, que possamos viver assim o Amor, puro, santo e fiel!

Que Deus abençoe e te dê hoje essa nova chance.

Larissa Ferreira
Postulante da Comunidade Católica Pantokrator

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