O Amor é o motivador mais forte da vontade

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Você sente que está precisando “dar uma turbinada” na força de vontade? O segredo é apostar no Amor. Venha! Vamos falar melhor sobre isso.

AFINAL, DO QUE SE TRATA A VONTADE?

 “A vontade é o movimento de uma alma racional, sem que nada a force, nem a não perder, nem a adquirir algo.” (Santo Agostinho)

O ser humano tem essa capacidade de decidir, de realizar ou não determinados atos livremente, sem interferências.

COMBUSTÍVEIS DA VONTADE

Podemos citar muitos fatores que impulsionam e sustentam nosso agir, por maiores que sejam os desafios que tenhamos que enfrentar. São as motivações.

As motivações interiores (naturais de cada um) costumam ser mais fortes em algumas pessoas do que em outras.

Temos também as motivações exteriores: interesse em obter algo em troca, salário, reconhecimento alheio, auto realização, necessidades fisiológicas, dentre outros.

Para tudo o que vivemos, precisamos de um combustível que sustente a nossa vontade, a nossa adesão em persistir no caminho escolhido. Mas, dependendo daquilo que nos move, há um limite para suportarmos determinadas situações.

QUANDO O AMOR MOVE A VONTADE…

Por mais fortes que sejam as demais motivações (no sentido de sustentar algum movimento ou alguma escolha), nenhuma delas se compara ao Amor. Ele pode fazer alguém dar a sua vida. Digo “dar a vida” no sentido literal, mas também entregá-la aos outros no sentido de doação: oferta de si, de seu tempo, de seus talentos, serviços, afetos, atenções…

Como nos ensina Santa Teresinha do Menino Jesus e da Sagrada Face: “Viver de amor é dar sem medida, sem na terra o salário reclamar; Ah! Sem conta vou dando, convencida de que quem ama não sabe calcular”.

Aí está o poder do Amor: não saber calcular. O Amor elimina barreiras. Ele dá leveza à nossa entrega e às renúncias.

Por exemplo: uma mãe, que passa uma sequência de meses (ou mais de um ano), acordando de madrugada para amamentar, sabendo que no dia seguinte uma multidão de trabalhos a espera. Se a sua motivação fosse outra, que não o Amor, o que seria capaz de lhe sustentar na fidelidade dessa doação?

Que motivação, senão o Amor, foi capaz de levar alguém a arriscar (e até mesmo a perder) sua vida para salvar outras?

Quando você, sem tempo para se dedicar ao anúncio da palavra de Deus, abre mão da qualidade de seu repouso noturno para se dedicar à preparação de uma pregação. Pode até ter outras motivações, mas nenhuma delas te sustentará nesse tipo de escolha por muito tempo, senão o Amor…

A missão pessoal de cada um de nós pode se comparar ao “altar” onde nos ofertamos. Quando descobrimos nossa missão pessoal, descobrimos a realização. Tal realização não é proporcional às conquistas deste mundo. Trata-se da paz de espírito que tem quem segue a consciência (voz de Deus em nós). Também podemos comparar a missão com a cruz onde nos derramamos. Digo cruz, não reduzindo a nossa oferta a sofrimentos – porque nela encontramos também muitas realizações e alegrias. Mas no sentido de imitarmos Cristo, que DESEJOU salvar a humanidade, dando Sua vida livremente (Cf. Jo 10,18).

Curiosamente, existe uma atração na cruz, mas isso está longe de ser um gosto pelo sofrimento. Ama a cruz quem vê além, quem contempla, de antemão, a redenção que ela traz. Jesus amou a cruz porque o desejo de nos dar a salvação falou mais alto do que as dores que dilaceravam seu corpo, e do que as humilhações que Lhe foram dirigidas.

Ama a sua missão (trabalho, relacionamentos e demais exigências) quem encontra o sentido, e aposta no bem que ela traz.

Quando Pedro, por amor e compaixão, sugeriu ao Mestre fugir de tamanho sofrimento que O esperava em Sua Paixão, Jesus logo atribuiu essa fala a Satanás. Pois o inimigo está o tempo todo a nos propor trocar a vivência do amor-doação pelos confortos e comodismos, pela retenção de si.

Eis o sentido que Santa Teresinha encontrou para o fato de ser tão difícil, mas tão lindo viver: “Ó meu Jesus, bem sabeis que não é pela recompensa que vos sirvo, mas unicamente porque vos amo e para salvar as almas”. Foi este o grande motivador de sua santidade. O Amor a Deus e aos homens foi o que a sustentou em suas lutas, a ponto de nunca desistir, frente a todo desafio. Em meio a todas as situações, Teresinha soube amar e fazer delas oportunidades de união com o Deus Trindade. Nas suas fraquezas, se rendia aos braços do Pai. Nas suas contemplações, se deleitava em união com Jesus, divino esposo das almas. Fazia também de suas dores e humilhações, oportunidades para essa união com o Cordeiro de Deus. Em todo seu agir, deixava-se mover pelo Espírito.

Que tal, a exemplo de Teresinha, apostarmos também no Amor, fazendo dele o sentido de nosso viver? Que tal, em cada segundo, em qualquer situação, nos unirmos a Deus?

 

Luiza Torres
Discípula da Comunidade Católica Pantokrator

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