Onde você tem buscado soluções para seus problemas?

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Problemas, quem não os tem? A vida humana é complexa, o ser humano é complicado. Por mais que hoje tenhamos muito mais comodidade e praticidade em nossa vida que nossos antepassados, parece que o problema com o qual vivemos no momento sempre é o pior.

A maneira de olhar para a vida, a lente que usamos para enxergá-la, tem grande influência sobre como vemos as dificuldades e os problemas do dia a dia.

A maioria dos nossos problemas não são reais, são inventados pelo nosso modo complicado de enfrentarmos os desafios. Daí tudo pode se tornar um problema, levando-nos à tristeza profunda e à depressão.

Hoje em dia é cada vez mais comum o uso de substâncias ansiolíticas como ajuda ao enfrentamento de quadros compulsivos, falta de concentração, agitação excessiva, angústia, pensamentos mórbidos e suicidas.

Sim, os medicamentos ajudam na fase crítica, mas tratam os sintomas e não a causa. A raiz do problema existencial humano é a perda do sentido da vida. Quando perdemos a motivação existencial, estamos a um passo de um grande abismo, cheio de crateras que podem nos paralisar e até acabar nos levando à morte por inanição. Dentro desse buraco, podemos não ser encontrados e também não querermos nos encontrar. Morremos de fome; não fome de comida, mas de alegria, motivação, encantamento, amor.

Para resolver um problema difícil ou complicado, não há soluções fáceis e rápidas; é preciso tempo. Tempo para refletir, procurar ajuda, se colocar em movimento, deixar as lágrimas correrem; tempo para se encontrar e encontrar inclusive o que aquilo quer nos ensinar, afinal, tudo é aprendizado.

Começando pelo começo

Uma maneira de começarmos a resolver nossos problemas é sermos gerados pela Palavra de Deus. Aliás, esse é o começo, o meio e o fim de todos os problemas. Habitar a palavra de vida, que é o próprio Deus, nos cura e nos auxilia a resolver qualquer problema.

Nós, batizados, temos a vida de Deus fluindo em nós e precisamos desenvolvê-la ao longo da nossa existência, crescendo pela fé e pela oração na vida da graça.

Nós temos duas vidas: a vida natural e a vida da graça. É muito importante fazermos essa distinção. A Bíblia mostra que quem nasce da carne é carne e quem nasce do espírito é espírito. Há uma distinção entre a vida da carne e a vida do Espírito. São Paulo nos fala sobre as obras da carne e as obras do espírito.

Isso traz uma diferenciação de níveis: são duas realidades em níveis distintos. A vida sobrenatural está acima da vida natural. As virtudes humanas são fundamentos das virtudes sobrenaturais, pois Deus não edifica sobre a desordem. Portanto, é preciso também cuidar da vida natural das virtudes, da saúde do corpo.  Esse é o começo. Para crescer na vida da graça, precisamos ordenar a vida da carne.

São as virtudes cardeais, virtudes que são nosso norte, que nos ajudam a crescer na vida espiritual para resolvermos qualquer problema.

As virtudes cardeais são quatro: Prudência, Temperança, Justiça e Fortaleza. São nessas virtudes que deveríamos crescer e sermos educados desde o nascimento. Se você não foi, não se preocupe, você não é o único, mas ainda dá tempo, sempre dá.

Não banalizar a graça

Temos que tomar cuidado porque hoje em dia a distinção entre natureza e graça praticamente desapareceu. Tudo é graça.

Onde está a vida de Deus nos nossos dias? Há um rio invisível que percorre as almas que estão em comunhão com Deus. Essa vida divina está presente nas pessoas as mais diversas possíveis. É exatamente esse rio que nos une, é o que chamamos de comunhão. O fruto não faz barulho, não cresce com estrondo, mas brota de dentro.

É justamente esse fruto que irá ajudar a resolver os problemas e, mais ainda, ajudará você a se tornar uma solução para o mundo, pois o mundo está carente de pessoas curadas, bem amadas, que sabem e reconhecem a verdadeira dignidade de ser um filho de Deus.

A vida de Deus produz frutos que são: caridade, alegria, paz, bondade, paciência, autodomínio… É o que São Paulo nos apresenta em Gálatas 5: a vida da graça, por Cristo, com Cristo e em Cristo, nós a recebemos no batismo e procuramos desenvolvê-la, ao longo da nossa existência, por atitudes que são expressão não do nosso eu, mas do EU SOU, que é Deus.

É preciso meditar: o que estou fazendo com a vida de Deus em mim? Pense nisso. Daqui pra frente você vai entender o cristianismo mais como a nossa união com Jesus, a qual é visceral, é “de dentro pra dentro”, do que como um fã que segue um ídolo.  É a mesma vida que flui na nossa vida.

Transformando a fonte em um rio poderoso

A partir da união com Deus você poderá fazer a experiência de transformar a fonte de água viva em um rio caudaloso, com uma corrente intensa. O Senhor não quer que vivamos de uma pequena bica para matar a sede. Seus problemas serão resolvidos quando Deus estiver buscando a solução junto com você. Então você poderá fazer a experiência de tomar posse da Palavra de Deus, que te deu a vitória e te fez filho do Pai, filho de Deus, que criou seus eleitos para a eternidade da sua glória. Levante a cabeça, pegue sua Bíblia e boa oração.

Um abraço!

Thaís Casarini
Postulante da Comunidade Católica Pantokrator

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