Reflexão – I Domingo da Quaresma

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Quaresma Tempo de Graça

O evangelho do I Domingo da Quaresma nos narra como Jesus foi tentado no deserto por 40 dias e como Ele vence o demônio tentador. O evangelho começa: “Naquele tempo,  Jesus, cheio  do Espírito Santo, voltou do Jordão, e, no deserto, ele era guiado pelo Espírito. Ali foi tentado pelo diabo durante quarenta dias” (Luc 4,1-2). Disto podemos compreender a nossa quaresma como um tempo de prova da nossa fé, esperança e amor por Deus.

Jesus entrou no deserto cheio do Espírito Santo e manteve-se dócil a Ele. As figuras do deserto que Deus pode providenciar em nossa quaresma particular podem ser diferentes para cada pessoa, porém qualquer que seja a figura, ela vai expor as nossas fragilidades que Deus quer curar. Curar com a experiência da ação do Espírito Santo em nós. Devemos olhar a quaresma como um tempo de grande graça onde somos curados, libertos, consolados aí onde o pecado ainda nos aprisiona, fere, isola, entristece e divide. É o cumprimento da promessa de Deus no canto do salmista: “Porque a mim se confio, hei de livrá-lo e protegê-lo, pois meu nome ele conhece. Ao invocar-me hei de ouvi-lo e atendê-lo, e a seu lado eu estarei em suas dores.” (Sl 90/91,4).

A concupiscência, a nossa tendência ao pecado, nos revela a dimensão da nossa fragilidade humana, sobre a qual estão erguidos os nossos sonhos, projetos, tudo o que almejamos de bom para nós e para os que amamos. Temos aqui um motivo importante para não deixar passar este Tempo de Graça. São Paulo percebe esta realidade: “Sim, eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita coisa boa; pois o querer está ao meu alcance, mas realizar o bem, isso não”. (Rm 7,18), mas o Senhor lhe faz experimentar a força da sua graça: “Basta-te a minha graça, porque é na fraqueza que se revela todo o meu poder” (2Cor 12, 9).

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Santa Teresinha também viveu isso: “Oh, como custa dar a Jesus o que ele pede! … Que felicidade que isso custe! … Que alegria inefável a de levar nossa cruz FRACAMENTE”

O evangelho também nos aponta como Jesus vence as tentações do Diabo com a Palavra de Deus, o verbo encarnado possui a autoridade para desmascarar o tentador. É por meio do Espírito Santo que a Palavra de Deus se revela a nós e podemos acolhê-la na fé, assim ela vai reger o nosso coração desmascarando as palavras do tentador. Não dialogamos com o tentador e sim acreditamos na Palavra de Deus que alimenta e fortalece nosso coração pela ação do Espírito Santo. Um coração que guarda com amor a Palavra de Deus vence as tentações.

Não desanimemos diante das tentações ou daquilo que a quaresma nos ofereça ou mesmo de fracassos passados. Com coragem, vivamos nossa quaresma como Tempo de Graça.

Podemos sim fazer a mesma experiência que São Paulo e todos os Santos: passar a prova da nossa quaresma, crescer, ser melhor para Deus e os irmãos, acolher a vitória que o Senhor já nos deu sobre o pecado. Por isso, agora trago os primeiros frutos da terra que tu me deste, Senhor” (Dt 26,10 a).

José Minchola
Consagrado e Seminarista na Comunidade Pantokrator 

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