Santa Teresa: Mestra de oração

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Santa Teresa

Como está sua vida de oração?
Se você se encontra desanimado, saiba que Santa Teresa de Jesus, também conhecida como Santa Teresa D’Ávila, também teve dificuldades em sua vida de oração, mas depois se tornou uma verdadeira mestra de oração.
Quando se fala de oração e de Santa Teresa de Jesus, é importante lembrar o quanto ela também nos falava da importância da humildade. Então saiba que, quando você se reconhece infiel e inconstante diante de Deus, tendo apresentado o seu coração para Deus e o seu desejo de estar com Ele, você já faz disso uma oração.
Santa Teresa nos diz: “Depois que comecei a ter oração, quase nunca me cansava de falar ou ouvir falar de Deus.” (Livro da Vida, Capítulo 8 – 12).
No começo, pode não ser fácil, mas a partir do primeiro passo, você conseguirá seguir adiante com mais facilidade.

Graus de oração

Segundo Santa Teresa, temos quatro graus de oração.
O primeiro grau é o da oração vocal. Custa-nos recolher os sentidos, pois nos encontramos muito distraídos ou dispersos, mas é o momento em que devemos buscar tanto o silêncio exterior como o interior, para nos colocar em oração.
No segundo grau, temos a meditação, que pode acontecer diante da Sagrada Escritura ou da leitura de bons livros sobre a vida dos santos ou da nossa fé católica.
O terceiro grau se trata da oração afetiva, que faz crescer em nós a vontade de nos unir a Cristo, com o qual nos relacionamos.
No quarto grau, temos a oração de simplicidade ou união mística, onde já não se preocupa mais em ter oração vocal, nem visões.

Oração, momento de intimidade com Deus

A oração nos leva para o momento de profunda intimidade com Deus.
Através da oração conhecemos mais a Deus e, quanto mais o conhecemos, mais conhecemos a nós mesmos.
Quando nos deparamos com os escritos de Santa Teresa de Jesus, percebemos quantas dificuldades ela teve até que conseguisse firmar sua relação com Ele e, mesmo diante das lutas, da dificuldade de muitas vezes silenciar, ela de fato viveu a determinada determinação da qual tanto nos falou.
Os iniciantes podem ter alguma dificuldade com o silêncio, tanto exterior quanto interior, mas, ainda que se tenha dificuldades, o importante é que se possa usar disso, fazendo da própria dificuldade uma oração, pois assim, Deus, conhecendo o seu coração, verá seu esforço e a intenção.
Ainda, pode-se fazer uso da oração vocal, pois ela se torna socorro diante das distrações que nos rodeiam.
Assim, tendo já conseguido silenciar o seu interior, é possível que se faça a meditação das Sagradas Escrituras ou do livro de algum santo, por exemplo.
Com isso, logo se vê diante da oração afetiva, que aumenta ainda mais o nosso desejo de intimidade com Deus, até que, na busca de uma verdadeira intimidade, pode-se chegar à união mística.
Que o Espírito Santo te ajude a viver a determinada determinação na sua vida de oração e que a Virgem Santíssima interceda por sua relação de intimidade com Cristo!

Deise Castro
Discípula da Comunidade Católica Pantokrator

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