Seu Amor é uma aventura que me faz ir muito além

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aventura

A vida com Deus é, de fato, uma aventura! Com toda a Sabedoria, Ele nos instrui, “põe-nos para frente” e está sempre pronto a nos socorrer. Basta estarmos vivo para passar por situações que nos desafiam. A diferença está em acolhermos a Presença de Deus em cada uma delas. Com Seu auxílio, somos surpreendidos de tal forma, que, quando vemos, estamos “prontos para outra!”

Afinal… o que é “Aventura?”

“Situação INCRÍVEL, EXTRAORDINÁRIA e/ou inesperada”; “FAÇANHA ou PROEZA”; Ação que envolve RISCO e cujo resultado é INCERTO”; “Sujeitar(-se) à VENTURA”.

Os significados de “ventura” são bem variados, chegando a ser “contraditórios”, mostrando que “sujeitar-se à ventura” é estar pronto para “uma caixinha de surpresas”: “FELICIDADE”; “SORTE”; “RISCO”; “PERIGO”.

Amizade com Deus e aventura

A começar pela primeira Experiência com Deus, o “simples” fato de “captar” a Sua Presença e sentir Seu Imensurável Amor por nós, já é uma PROEZA, além de imensa ALEGRIA!

O convite que Jesus fez aos seus Discípulos (e que nos faz quando conseguimos perceber a Sua comunicação conosco) pressupõe uma vida cheia de desafios e surpresas. O “SIM” que Lhe dizemos quando nos chama a “avançar rumo a águas mais profundas”, já o fazemos cientes de que estamos “embarcando” em uma grande AVENTURA!

Após essa escolha de seguir a Cristo, vem a decisão diária de cultivar a Fé em nossos corações. Veja o que o Papa Francisco disse na Encíclica “Lumen Fidei”, 57: “(…) A FÉ NÃO É LUZ QUE DISSIPA TODAS AS TREVAS, mas lâmpada que GUIA OS NOSSOS PASSOS NA NOITE e isso BASTA para o caminho (…)”. Ou seja: quem crê, OUSA caminhar, mesmo no “escuro”; Não fica estagnado no medo, pois confia n´Aquele que o direciona.

Dar os passos de confiança que Deus nos convida é justamente “sujeitar-se à VENTURA”: é o que chamamos de “abandono”. Eis uma grande prova de amor e confiança em Deus! Vivê-lo, é como passar através de um túnel, onde não enxergamos o fim, e ainda assim, carregamos a certeza de que tudo vai dar certo, pois nossa segurança está na Fidelidade d´Aquele que nos chamou a essa experiência. Há muitos PERIGOS nesse “túnel”, entretanto, a PROVIDÊNCIA de Deus vem ao socorro daqueles que n´Ele confiam, como “loucos”, aos olhos do mundo.

Diante das lutas para conquistar nossos sonhos, muitas vezes somos incompreendidos pelas pessoas de nosso convívio e interpelados a “dar uma leve desviada do Caminho” para – segundo elas – “atingirmos mais facilmente nossos objetivos”. Afinal, estamos realmente sujeitos a não alcançá-los! No entanto, apostemos na Benevolência de Deus que não tem obrigação alguma de “realizar nossos sonhos”, mas HONRA NOSSA FIDELIDADE! Somos Seus filhos amados! Seja na Terra ou no Céu a recompensa de segui-Lo é certa! Grande CORAGEM é viver a disposição de ter a Vontade de Deus como sublime! Cada vez mais, escolher ser fiel é tão desafiador como “remar contra a maré”!

Grande aventura é passar pelas “tempestades” da vida, assim como os discípulos, na barca com o Mestre: eles se viram “entre a vida e a morte”, contudo, nenhuma outra tripulação viu a tempestade ser instantaneamente acalmada ao dizer de uma só palavra! Que, em meio às nossas provações, nunca deixemos de recorrer à Jesus e de lembrar que Ele tem Poder para TODAS as coisas. Algo que lhe dará forças quando a vida oferecer novos desafios é fazer sempre memória e louvar a Deus pelos fatos em que já experimentou verdadeiros milagres, curas, “voltas por cima” de situações negativas, os “quase acidentes” que foram evitados “por um triz”, etc.

Não é novidade para nós, mas no “combo” do ser cristão, vem incluída a perseguição. Quantas situações contemplamos (em nossas vidas e na vida dos santos) que mostram isso.

O ápice de uma radicalidade de entrega (arriscar, pautando-se na Confiança) é o Martírio: morrer por Deus na CERTEZA da Verdadeira Vida.

 “Bem Aventurados…”

“Aventurado” é “aquele que se aventurou”, que se “abandonou”.

Disse Jesus: “Bem-aventurados os que têm um coração de pobre, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados os que cho­ram, porque serão consolados. Bem-aventurados os mansos, porque possuirão a terra. Bem-aventurados os que têm fome e sede de justiça, porque serão saciados. Bem-aventurados os misericordiosos, porque alcançarão miseri­córdia. Bem-aventurados os puros de coração, porque verão Deus. Bem-aventurados os pacíficos, porque serão chamados filhos de Deus. Bem-aventurados os que são perseguidos por causa da justiça, porque deles é o Reino dos Céus. Bem-aventurados sereis quando vos caluniarem, quando vos perseguirem e disserem falsamente todo o mal contra vós por causa de mim. Alegrai-vos e exultai, porque será grande a vossa recompensa nos céus, pois assim perseguiram os profetas que vieram antes de vós”. (Mt 5,3-13)

A expressão “Ave”, dirigida à Maria, era utilizada pelos romanos demonstrando “alegria”, “regozijo”. A Virgem Bem-Aventurada é nosso exemplo com uma vida repleta de aventuras! Entre elas: em meio à fuga, procurar lugar para dar à Luz a Seu Filho!

Quem disse que não?

Pensar em “Aventura” nos vem à mente situações “radicais”, porém esquecemos que ela pode acontecer nos mais simples fatos da vida:

– Diante das incompreensões: má interpretação de nossas intenções, insultos e, até mesmo, calúnia;

– Disposição para enfrentar nossos “monstros interiores”: más tendências, egoísmos, imaturidade, vaidade, orgulho…;

– Buscar a reconciliação: o perdão que precisamos dar ou receber;

– Generosidade de dividir o que se tem correndo o risco de faltar;

– Prestar atenção nos mais simples sinais de Deus em nosso quotidiano. Viver nossas alegrias ou contrariedades na COMPANHIA d´Ele e ofertá-las para a salvação das almas… Desse modo, até mesmo os “acamados” são convidados a viver grandes PROEZAS!

– Louvar pelas vitórias que se espera, mesmo quando o mundo te vê como um “derrotado”, afinal, ser “cristão” é ser “um outro Cristo”. Ele foi visto como um “perdedor” na Cruz, todavia, não houve e nunca haverá maior Glória que a Ressurreição!!!

Vale a pena nos “abandonarmos” em Deus. Ele nos leva muito além do que desejamos ou podemos imaginar.

Luiza Torres
  Díscipula da Comunidade Católica Pantokrator

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