Vamos falar de “Intolerância Religiosa”?

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intolerancia

O termo “intolerância religiosa” tem sido cada vez mais utilizado e debatido. De fato, devemos lutar contra todo tipo de desrespeito. Mas, se analisarmos a maioria dos conteúdos relativos a este assunto específico, podemos detectar intenções “muito bem articuladas” …

Que intenções seriam essas?

Caro leitor, sinta-se à vontade para fazer suas pesquisas e tirar suas próprias conclusões. Mas a impressão que tenho é que esse termo tem sido amplamente utilizado justamente CONTRA a Igreja Católica e contra os cristãos, de maneira geral!
Exemplos de conteúdos encontrados, quando pesquisamos na internet sobre “intolerância religiosa”: charge com um tanque de guerra, em forma de Bíblia e crucifixo, atirando pedras; vídeos com ATEUS assumidos, discorrendo sobre o assunto, argumentando que as “religiões da minoria” são vítimas de “preconceito racial” por parte de religiosos “de origem europeia” … Tenho a impressão que o assunto tem sido muito “direcionado” a alguns interesses e, propositalmente, não abordado em sua totalidade.
Os cristãos, por exemplo, estão progressivamente sendo “condenados” a ver suas Igrejas incendiadas, suas crenças e condutas ridicularizadas nas “comédias”, Seu Mestre sendo Ultrajado nos carnavais, seus valores sendo “dilacerados” pelas músicas mais tocadas do momento… Sempre houve novelas e filmes abordando a má conduta de religiosos consagrados, promovendo um verdadeiro “asco” contra o Clero! É comum que nos ambientes de trabalho e estudo os cristãos tenham que conviver com hostilidades e zombarias… Tudo isto, sem falar do martírio, que tem se alastrado em muitos países!
O “engraçado” de muitas dessas abordagens sobre “intolerância religiosa” é que justamente os cristãos são colocados como os PROTAGONISTAS desse mal.

Por trás das más intenções…

Não são, necessariamente, os “homens de carne e sangue”, mas sim as “forças espirituais do mal” (cf. Ef 6,12) que possuem grande interesse de “despromover” a Igreja de Cristo. O principal objetivo do maligno é a perdição eterna das almas. E ele sabe muito bem Quem É o “Caminho, a Verdade e a Vida” (cf. Jo 14,6).
Sendo assim, a sua estratégia é conduzir o máximo de pessoas ao engano. E a eficácia dessa estratégia está nos discursos “muito bem elaborados” e convincentes que vemos por aí, como se levassem a “algo do Bem”, mas que possuem distorções e desviam muitos do Verdadeiro Caminho! Já nos alertou Jesus sobre “os lobos em pele de cordeiro” (cf. Mt 7,15).
Muitos desses discursos de intolerância religiosa possuem um caráter “belo”, quando observados na nossa ingenuidade. Eles denunciam males que de fato existem, como ofensas e agressões. Mas, misturadas a estes fatos, existem as manipulações.
Uma coisa é RESPEITARMOS AS PESSOAS de religiões diferentes. Outra coisa é a “MISTURA DE CRENÇAS” que querem nos impor – como se doutrinas contraditórias pudessem “se misturar”! Por trás do tão “bonitinho” “estímulo à diversidade” habita a intenção de se “roubar e ferir” a essência da Verdade!
Aproveito para deixar claro que NÃO EXISTEM “VÁRIAS VERDADES”, MAS UMA SÓ!
Não chamemos de “Verdade de Fulano” e “Verdade de Ciclano” os diversos PONTOS DE VISTA. Veja: existe uma maçã sobre uma mesa de madeira. Quem está embaixo desta mesa não a vê. Se essa pessoa afirma que a maçã não está lá, é questão de PONTO DE VISTA, e não de “VERDADE”!

“Erros” e “acertos” dos cristãos

Se alguns dos nossos, movidos pela coragem e zelo à Verdade, combatem as falsas doutrinas, é porque sua intenção é a de resgatar os que se encontram no engano. Isso é um “acerto”: não se omitir! Mas pode se tornar um “erro”, dependendo da MANEIRA que se
utiliza. Por exemplo: a falta de “misericórdia” com a “ignorância” e “inocência” na abordagem do outro; a postura arrogante; atitudes de ódio… São situações que “alimentam” o “rótulo” de “intolerante”.
Tome cuidado para não se comportar como se a sua Religião fosse o seu “time de futebol”: as pessoas usam o time para “cutucar” o oponente e “se elevar como o melhor”. Longe disso: que nosso objetivo, ao instruir alguém, seja similar ao de São João Batista: exaltar Cristo e “diminuir-se” (cf. Jo 3,30).

Para refletir:

No ano de 2007, em dezembro, foi instituído no Brasil, o “Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa”, a ser comemorado todo dia vinte e um de janeiro.
Por outro lado, não são raras as notícias de pessoas que foram mortas em rituais; bebês abandonados, cheios de agulhas pelo corpo; países que abrigam a tradição de mutilação genital… Sem contar que a “religião satanista” tem crescido em número de adeptos e abriga a prática de aborto em seus rituais… Como ser “tolerante” com todos esses absurdos?
Se a intenção de instituir este dia fosse, de fato, a preocupação com a dignidade humana, não seriam aceitos abusos praticados por determinadas “religiões”. E se houvesse uma verdadeira preocupação com a UNIDADE, não se inventariam doutrinas, “a torto e a direito” … Mas se permaneceriam firmes no Único Caminho…
Veja: da relação original entre Deus e a humanidade, surgiu o Judaísmo. Mas os judeus não reconheceram o próprio Filho de Deus, e O rejeitaram… Na Última Ceia, Cristo instituiu a Eucaristia – o Coração da Igreja Católica! Foi também o próprio Cristo que designou Pedro
como o primeiro Papa. Fora disso, todas as demais religiões foram criações humanas e/ou segmentações…
Com isso, não digo que para ser salvo “você TEM que ser DA MINHA religião”! Mas pense comigo: se o Próprio Deus “saiu do Paraíso” para vir nos mostrar o Caminho… Para que “perdermos tempo” peregrinando seguindo outros rumos, correndo o risco de ser enganados?
Se não queremos “dar bobeira” em situações tão simples da vida como: não perder o ônibus, garantir o estudo antes das provas, contribuir para se desfrutar de uma aposentadoria no futuro… Como somos tão lentos quando o assunto é a Eternidade?

Luiza Torres
Discípula da Comunidade Católica Pantokrator

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