Você sabe dizer não?

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Como é a sua relação com o “não”? Seja para uma criança ou a um adulto, ouvir um não nunca é agradável. Mas, e dizer “não”? Para você é natural se recusar a fazer algo ou é do tipo de pessoa que “não consegue falar não para ninguém?”

Os dois extremos são perigosos. Se negar a fazer algo para ou por alguém de forma constante e sem qualquer justificativa, pode revelar o egoísmo, falta de caridade e preguiça; situações essas que nos fecham em nós mesmos e nos afastam de Deus. No entanto, o outro oposto é igualmente perigoso e requer atenção.

Algumas pessoas encontram uma enorme dificuldade em se negar a fazer algo quando alguém o pede. E por que isso não é bom?

Porque essa pessoa pode ser vista como caridosa, prestativa e “gente boa”. Mas muitas vezes, é justamente aí que está o problema. É preciso avaliar o que está por trás dessa atitude: será que esse “sim, sim, sim” não está relacionado ao medo de ser rejeitada, ao apego pela autoimagem, ao desejo de se sentir parte de algo ou de um grupo, de querer ser reconhecido? Pode ser que essa pessoa passe por cima de si mesma ou de algo que acredita e que tem valor para si.

O não pode ser bom!

Diante de uma situação em que precisamos dizer não, mas temos dificuldade, precisamos refletir: estamos preocupados porque é algo realmente necessário? Tal situação seria uma oportunidade de conversão para mim? Ou, o que me move é o medo de magoar essa pessoa? Uma fuga para não me indispor com ninguém?

Precisamos conhecer o verdadeiro sentido desse “não”. Pode ser que ele seja necessário para aquela pessoa, naquele momento. Pode ser que o seu não traga amadurecimento, crescimento e conversão ao outro. Algumas pessoas não tiveram a oportunidade de ter algo negado a elas, não aprenderam a ser contrariadas e se tornaram adultos mimados e estacionados em si mesmos. O que para você pode parecer falta de caridade, para o outro pode ser justamente o que ele precisava.

Sendo assim, identificar o que o leva a se colocar nesta posição é essencial. Fazer uma leitura da própria história e levar para Deus toda a nossa verdade é o primeiro passo para um processo de cura e conversão. Clame ao Espírito Santo que lhe revele tudo o que está por trás dessa atitude, dessa dificuldade. A nossa verdade nos liberta. Somente a vontade de Deus deve estar sobre a nossa vontade, e é aí que encontraremos o amor verdadeiro e a aceitação que buscamos.

 

Vanessa Cícera Ramos
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator

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