Bento XVI destacou o clima de respeito e confiança entre a Igreja Católica e a comunidade muçulmana em seu encontro com representantes muçulmanos

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Atualmente a Alemanha é a pátria de cerca de 4,5 milhões de muçulmanos, dos quais 70% de origem turca. Há também muçulmanos dos países árabes, dos Bálcãs e do Irã. A confissão sunita é maioria entre os muçulmanos na Alemanha, representa 70% do total.

Cada vez mais, por meio de associações islâmicas, as comunidades muçulmanas na Alemanha estruturam-se a fim de gerenciar os próprios lugares de culto, creches e escolas islâmicas. Somente em Berlim, por exemplo, existem dez creches islâmicas enquanto em todo o país quinze escolas islâmicas são reconhecidas pelo Estado alemão, assim como acontece com as escolas católicas.

Dentro desse contexto, na manhã desta sexta-feira, na sede da Nunciatura Apostólica de Berlim, Bento XVI encontrou-se com os representantes da comunidade muçulmana.

Em seu discurso, o Papa destacou “o clima de respeito e confiança entre a Igreja Católica e a comunidade muçulmana” na Alemanha. Reiterou ainda a importância do encontro ter acontecido em Berlim, onde está a Mesquita mais antiga da Alemanha e, ainda, pelo fato da capital abrigar mais muçulmanos do que qualquer outra cidade do país.

“Desde os anos 70, a presença de muitas famílias muçulmanas se tornou mais e mais uma marca deste país. No entanto, é preciso um empenho continuo para um melhor conhecimento mútuo e compreensão. Isto é essencial não só para a coexistência pacífica, mas também para a contribuição que cada um é capaz de fornecer para a construção do bem comum dentro da mesma sociedade”.

Bento XVI abordou ainda a questão da fé muçulmana, que atribui no contexto social e pessoal grande importância à dimensão religiosa. Segundo o Papa, “isto, às vezes, é interpretado como uma provocação em uma sociedade que tende a marginalizar este aspecto ou, no máximo, admitir o alcance das escolhas pessoais de cada um”.

Por fim, Bento XVI disse que “é possível uma colaboração fértil entre cristãos e muçulmanos”.

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