Bento XVI presidiu a Missa do Corpo e Sangue de Cristo na Basílica de S. João de Latrão

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Na tarde desta quinta feira Bento XVI presidiu na Basílica de S. João de Latrão a celebração da Missa da solenidade do Corpo e Sangue de Cristo. seguida pela procissão eucarística até á Basílica de Santa Maria Maior, seguindo pela rua Merulana.

Na homilia da Missa o Papa começou por recordar que o Santíssimo Sacramento é levado em procissão pelas ruas das cidades e das aldeias, para manifestar que Cristo ressuscitado caminha no meio de nós e nos guia para o Reino dos Céus. Aquilo que Jesus nos deu na intimidade do Cenáculo – disse Bento XVI – hoje manifestamo-lo abertamente, porque o amor de Cristo não está reservado a alguns, mas destina-se a todos
O Papa salientou que do coração de Cristo , da sua oração eucarística na vigília da paixão, brota aquele dinamismo que transforma a realidade nas suas dimensões cósmica, humana e histórica. Tudo procede de Deus, da omnipotência do seu Amor Uno e Trino, incarnado em Jesus. Neste amor, está imergido o coração de Cristo. Portanto Ele sabe agradecer e louvar a Deus também diante da traição e da violência, e desta maneira muda as coisas, as pessoas e o mundo.
Na sua homilia Bento XVI falou depois da dinâmica da comunhão eucarística que nos une á pessoa que está ao nosso lado e com a qual, quem sabe não existe uma boa relação, mas também aos irmão distantes, em todas as partes do mundo.
Da Eucaristia – salientou o Papa deriva portanto o sentido profundo da presença social da Igreja, como testemunham os grandes Santos sociais, que foram sempre grandes enamorados da Eucaristia. Quem reconhece Jesus na hóstia sagrada – disse Bento XVI reconhece-o no irmão que sofre, que tem fome e sede, que é forasteiro, está nú, doente, encarcerado; e está atento a todas as pessoas, empenha-se de maneira concreta, a favor daqueles que se encontram em necessidade.
Do dom de amor de Cristo provém portanto a nossa especial responsabilidade de cristãos na construção de uma sociedade solidária, justa e fraterna. Especialmente no nosso tempo, em que a globalização nos torna cada vez mais dependentes uns dos outros, o Cristianismo pode e deve fazer com que esta unidade não se construa sem Deus, isto é sem o verdadeiro Amor, facto este que daria espaço á confusão, ao individualismo, á prepotência de todos contra todos. O Evangelho – prosseguiu o Papa – desde sempre tem como objectivo a unidade da família humana, uma unidade que não é imposta do alto, nem por interesses ideológicos ou económicos , mas a partir do sentido de responsabilidade de uns com os outros.
Bento XVI salientou depois que no cristianismo não existe nada que seja magico. Não existem atalhos, mas tudo passa através da lógica humilde e paciente do grão de trigo que morre para dar a vida, a lógica da fé que desloca montanhas com a força suave de Deus. Por isso Deus quer continuar a renovar a humanidade, a historia e o cosmo através desta cadeia de transformações, da qual a Eucaristia é o sacramento.
Sem ilusões, sem utopias ideológicas, – disse o Papa concluir a sua homilia – nós caminhamos nas estradas do mundo, levando dentro de nós o Corpo do Senhor, como a Virgem Maria no mistério da Visitação .
Com a humildade de sabermos que somos simples grãos de trigo, guardemos a certeza firme que o amor de Deus, incarnado em Cristo, é mais forte do que o mal, a violência e a morte.

Radio Vaticano

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