Informativo “O Pantokrator” – Edição 37

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Intolerância Religiosa – O fosso mórbido entre Charlie e o imã

Caro leitor;

O século XX perpassou entre o choque de duas civilizações, o mundo ocidental capitalista e o mundo comunista da URSS. Entrou o século XXI, e em 11/09/2001 começamos outro capítulo da história, e nele a humanidade entra de cheio no choque entre duas civilizações: O mundo ocidental, com seu grande tesouro, a liberdade, não se entende com o mundo islâmico com seu forte senso e valor religioso.

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Nesses últimos dias os extremos desses dois mundos se tocaram de forma violenta. De um lado, charges que violaram o sagrado senso religioso do mundo islão provocaram a ira de jovens que assassinaram faces da liberdade do ocidente. Desnudou-se o fosso do século XXI, o fosso entre esses dois mundos exatamente onde os extremos se encontram. O mundo entra em ebulição com passeatas, slogans e textos e mais textos na mídia internacional. Porém, me surpreende que em meio a tanta reflexão, se vejam poucos raios de lucidez. A mídia ocidental sempre politicamente correta em nada reflete os modos ocidentais, e não provoca reflexão alguma ao mundo islâmico. Só se fica entre celebrar desagravos aos sacrilégios da deusa liberdade e enaltecer seus mártires e o medo de falar as terríveis verdades do mundo muçulmano, em função da “islamofobia”. Mas se um cristão sequer, se uma cruz fosse vista entre os terroristas, o Papa e Jesus Cristo estariam estampados nos jornais na forma das piores críticas e das mais grotescas charges.

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Já vem de tempos que líderes orientais (e não somente islâmicos) questionam os dogmas e os deuses do Ocidente e suas contradições. Contradições que surgiram já no berço do mundo ocidental moderno, a Revolução Francesa. Em nome de superar a suposta opressão assassina e obscurantista da Idade Média, a Guilhotina de Robespierre condenou a morte, em poucos anos, mais que as fogueiras da Idade Média inteira o fez. Será que a liberdade é um bem absoluto que dá legitimidade a qualquer ação, mesmo que violenta e imoral? É propícia a reflexão feita pelo memorável São João Paulo II, que lutou contra a opressão comunista: “Nossos contemporâneos, que ‘apreciam’ grandemente a liberdade e que a ‘procuram com ardor’, muitas vezes fomentam-na de um modo condenável, como se ela consistisse na licença de fazer seja o que for, mesmo mal, contanto que agrade.” Carta Encíclica Veritatis Splendor, n. 33.

Por outro lado, não é passada a hora do mundo ocidental questionar a intolerância religiosa dos líderes religiosos e civis islâmicos? Nesses dias se viu nos jornais e sites o pronunciamento de líderes muçulmanos, os Imãs e outros, condenando os atos de terrorismo. Isso é muito pouco nesse momento. Qualquer um, com o mínimo de bom senso, repudia o terrorismo. A questão é outra! É a intolerância violenta que todos os países islâmicos promovem contra as outras religiões, e tudo aquilo que é diferente do islamismo. Essa intolerância dos líderes é o “meio de cultura” para que jovens aventureiros, radicais, pobres e injustiçados pelo mundo, canalizem suas forças para o radicalismo terrorista. A pergunta aos líderes islâmicos não é se condenam esses atos de terrorismo, mas se permitiriam que Igrejas católicas sejam construídas em seus países, se protestantes podem falar de Jesus a um islâmico, se o crente não muçulmano pode ter os mesmo direitos em suas sociedades! A verdade é que milhares de cristãos são oprimidos, assassinados no mundo islâmico. E isso, sob os olhos (ao menos) permissivos de líderes islâmicos e o silêncio da mídia internacional. Se o mundo ocidental quiser realmente enfrentar as fontes do terrorismo, terá que parar de falar bonitinho, e terá que enfrentar essas questões com coragem.

A liberdade é um tesouro do Ocidente, assim como a pureza do sentimento religioso entre os islâmicos também o é. Se perguntas certas devem ser feitas aos líderes Islâmicos, os intelectuais, os centros de cultura ocidental deveria ter a coragem de fazer outras tantas perguntas para si mesmo.

André Luis Botelho de Andrade
Fundador e Moderador Geral da Comunidade Católica Pantokrator

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