EUA e União Européia tentam impor aborto e ideologia de gênero à países africanos

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Os africanos estão protestando depois que ricos países ocidentais os emboscaram com uma resolução preliminar que reabre as questões incômodas do aborto e homossexualidade nas negociações da ONU.

O ABORTO NA VISAO ESPIRITA“Vocês estabeleceram um precedente aqui que não será esquecido,” disse o representante de Camarões num informe oficial à imprensa três semanas atrás. Os países ocidentais propuseram uma resolução para a Comissão da ONU sobre População e Desenvolvimento que de forma furtiva endossa o aborto e a homossexualidade, ainda que os africanos tivessem pedido para evitar essas controvérsias.

Os EUA, a Europa e alguns países latino-americanos estão cada vez mais insistentes na homossexualidade e no aborto antes das negociações sobre uma nova agenda de desenvolvimento da ONU em setembro, desesperados para incluir a homossexualidade e o aborto em futuros esforços de desenvolvimento.

Os africanos por sua parte não querem ser pressionados nessas questões, e têm frequentemente declarado que esses são assuntos que é melhor deixar para cada país.

Quando poderosos governos ocidentais revelaram suas intenções para a resolução, os africanos na comissão ficaram furiosos.

A resolução inclui referências a acordos regionais que tocam na questão do aborto, orientação sexual e identidade de gênero — questões polêmicas que não gozam apoio universal na ONU. Ela foi preparada pelo Uruguai, que está presidindo a comissão neste ano.

Durante as negociações nesta semana os africanos repetiram sua posição. Eles não querem que a resolução toque em questões essenciais. Eles prefeririam ter uma resolução que seja submetida à Assembleia Geral da ONU com relação ao aborto e homossexualidade nas políticas de desenvolvimento da ONU.

Em 2010 a Assembleia Geral empenhou mais uma vez os países às políticas de desenvolvimento combinadas na Conferência de População e Desenvolvimento do Cairo em 1994, e claramente anunciou que não renegociaria essas políticas. Este ano marca o aniversário de 20 anos do plano de desenvolvimento original que tornou a saúde sexual e reprodutiva uma questão de desenvolvimento da ONU.

A conferência do Cairo lidou com a saúde sexual e reprodutiva, mas não incluiu os direitos homossexuais ou um direito ao aborto.

Os países africanos e outras nações em desenvolvimento estão inflexíveis, agora como em 2010, que as políticas do Cairo não deveriam ser renegociadas ou reinterpretadas para incluir o aborto e a homossexualidade.

Eles estão preocupados sobre reabrir questões sensíveis como direitos sexuais, aborto e homossexualidade. As políticas do Cairo não poderiam ter sido adotadas se tivessem incluído tais direitos, e as questões ainda são polêmicas 20 anos depois.

Aliás, nenhum tratado da ONU ou documento político reconhece a homossexualidade ou o aborto como direitos. A Assembleia Geral tem sido abertamente silenciosa sobre essas questões porque muitos países ainda têm leis que proíbem e restringem o aborto bem como punem a sodomia.

Junto com aliados estratégicos na Ásia e América Latina, os países ocidentais insistem em que o sistema da ONU tem de reconhecer a homossexualidade e o aborto. É uma questão de direitos humanos para eles.

A comissão ocorre logo atrás de outra conferência da ONU em que países ocidentais tiveram de fazer uma quebra de braço a fim de impor sua vontade nos africanos. Ainda não se sabe até que ponto eles estão dispostos a ir desta vez.

Todas as indicações são de que os governos ocidentais investiram pesado nessa reunião. Várias autoridades da ONU e de governos que negociaram o acordo do Cairo 20 anos atrás estão na sede da ONU. Grupos abortistas e agências da ONU estão também aglomerados levantando a questão do aborto e homossexualidade a cada momento.

Fonte: C-Fam.org

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