In Nativitate Beatæ Mariæ Virginis.

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O fato de Maria Santíssima ter sido escolhida para Mãe de Deus, e de sê-lA realmente, por isso que é Mãe do Filho de Deus Humanado, tem conseqüência irrecusável na economia da Graça, no plano da Redenção do gênero humano.

Observa muito bem Santo Agostinho, que Deus poderia fazer-se homem, sem nascer de mulher, sem o concurso da Virge Maria. Seria coisa facílima à Sua onipotente majestade. Como pôde nascer de mulher, sem concurso de varão, poderia igualmente dispensar a colaboração de Maria. Se, depois, quis nascer de Maria, é porque Maria entrava no plano divino que determinou a Encarnação do Filho de Deus.

O Altíssimo, com efeito, nada faz sem motivo. É agente infinitamente sábio, para agir inconsideradamente. Toca-nos, se nos queremos integrar nos desígnios divinos, aceitar o pressuposto irrefragável de sua misericórdia, quando determinou que a Encarnação do Verbo se fizesse, mediante o corpo humano formado no puríssimo seio de Maria Santíssima. E, como professamos no Credo, Jesus se encarnou “por causa de nós homens e de nossa salvação”, não nos é lícito excluir a colaboração de Maria Santíssima na obra com que a bondade divina remiu o gênero humano.

Dom Antônio de Castro Mayer, Carta Pastoral sobre a Mediação Universal de Maria Santíssima.

Fratres in unum

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