Brasil tem 6 mil crianças na fila de espera para adoção

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Cento e onze relatores, dentre sacerdotes, intelectuais, acadêmicos e especialistas de várias áreas, vieram de 27 países para animar o Congresso Internacional Teológico Pastoral, uma reflexão em 360 graus sobre a realidade da família hoje.

O evento, que se realiza na Feira de Milão, é apenas uma das dezenas de iniciativas programadas na agenda do VII Encontro Mundial das Famílias, que terá seu ápice com a chegada do Pontífice, nesta sexta-feira.

A qualidade dos oradores, a variedade das disciplinas representadas e os países de origem fazem deste Congresso a mais ampla e orgânica reflexão proposta pela Igreja universal sobre a temática do trabalho e da festa, à luz da família.

Neste contexto, está presente com um estande a AIBI – Associação Amigos das Crianças, que luta há mais de 25 anos contra a emergência “abandono”. Nesta sexta-feira, a Associação apresentará a Campanha para salvar as adoções internacionais, que quer ser um manifesto por uma nova lei sobre as adoções, e que já conta com milhares de adesões.

O Programa Brasileiro conversou com o representante da AIBI. Carlos Berlin, advogado, Presidente da Comissão Especial de Direito à Adoção da OAB de São Paulo, fala da situação das crianças abandonadas e à espera de adoção, em nosso país:

“Estima-se que no Brasil nós tenhamos cerca de 3 mil instituições de acolhimento que antigamente eram chamadas de abrigos ou orfanatos. Nelas, através de levantamento do Ministério de Desenvolvimento Social e o Combate à Fome, existem entre 50 e 80 mil crianças que vivem longe de suas famílias. Entretanto, nem todas elas são adotáveis. Adotáveis são aquelas que não puderam de uma forma sadia, voltar para suas famílias. Então, temos cera de 6 mil crianças à espera de uma família de nossas instituições de abrigo. Em contrapartida, temos mais de 27 mil pretendentes à adoção que infelizmente não querem estas 5 mil crianças, porque fogem do perfil da adoção nacional, que é uma criança geralmente branca, de olhos claros, menina, de até 3 anos e idade. Estas 5 mil na lista de espera, que não podem ser adotados pelos 22 mil, são crianças negras, grupos de irmãos, de 5 a 7 anos, que é o perfil da adoção internacional, principalmente da Itália. A Itália faz cerca de 90% das adoções internacionais do Brasil”.

Rádio Vaticano

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