Reflexão 2° Domingo da Quaresma

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No Evangelho deste segundo Domingo da Quaresma, o da Transfiguração, vemos que Jesus quer revelar aos seus discípulos, àqueles que Ele escolheu, sua divindade. Com isso não somente se revela a Si, mas quer nos fazer entender que, embora a vida presente muitas vezes se apresente dura, desfigurada, se vivida sob o olhar dá fé, ela é transfigurada.

Não somos chamados por Deus a não nos determos no presente e em suas aflições, mas sim voltarmos misteriosas olhos ao Céu, à Glória de Deus!

Não é atoa que Pedro queria ficar alí. Podemos dizer que ele encontrou lá o repouso do seu coração, que seus desejos foram ali saciados, pois o Tabor foi uma experiência de Céu para eles.

Entretanto, Jesus os adverte de que antes o filho do Homem tinha que sofrer e morrer, salientando que não é nessa vida que gozaremos a plenitude da Glória de Deus.

Somente o que vive da fé, somente o que crê que haverá uma vida de Glória (e não só crê, mas espera!) é que pôde viver essa vida com alegria!

A figura do Monte Tabor remete à oração, um dois 03 meios privilegiados de conversão no tempo dá Quaresma. A oração é o local onde nos encontremos com Deus, onde Ele se revela, se transfigura diante de nós, onde podemos ver e entender ao que fomos chamados; lugar onde podemos escutar a Voz do Pai e a obedecermos.

Somos chamados a, como Abraão, subirmos ao encontro de Deus, certos de que “Ele mesmo providenciará a vítima”, de que Se transfigurará diante de nós e nos convencerá de que vale a pena viver a Vontade de Deus. Então um dia, como Pedro e com ele, no Céu poder dizer: “É bom estar aqui, Senhor!”

Edgard Gonçalves
Consagrado na Comunidade Pantokrator

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