Imposição de zona de exclusão aérea na Líbia ainda é motivo de debate no Conselho de Segurança da ONU

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Sob divergências internas, o Conselho de Segurança das Nações Unidas dá continuidade hoje (16) às consultas sobre o projeto de resolução que propõe a imposição de uma zona de exclusão aérea na Líbia. A proposta é defendida por franceses, ingleses e libaneses. Os norte-americanos pedem cautela. Com a zona de exclusão, o espaço aéreo líbio passa a ser supervisionado por forças estrangeiras, impedindo eventuais ataques pelo ar.

O projeto de resolução, que prevê o estabelecimento da zona de exclusão e a ampliação das sanções ao regime do presidente da Líbia, Muammar Khadafi, foi proposto ontem (15) pelos integrantes do Reino Unido, da França e do Líbano.

O embaixador libanês nas Nações Unidas, Nawaf Salam, negou que a resolução será tratada como intervenção militar estrangeira na Líbia. “Esperamos que tenha um efeito demovedor para o regime não usar os aviões para atacar áreas de civis”, disse Salam. “[A resolução] não pode ser qualificada como intervenção estrangeira de maneira alguma”.

Alguns membros do conselho, como a Rússia, que tem poder de veto por ser um integrante permanente do órgão, mostram-se céticos em relação ao conteúdo da resolução, levantando dúvidas em particular quanto à forma de imposição da zona de exclusão aérea.

O embaixador francês nas Nações Unidas, Gerard Araud, disse não entender as questões levantadas pelos russos, citando o exemplo da resolução que impôs uma zona de exclusão aérea na Bósnia.

O porta-voz da Presidência dos Estados Unidos, Jay Carney, pediu prudência nas discussões sobre uma eventual ação na Líbia. “Não penso que os norte-americanos queiram ver o presidente dos Estados Unidos empenhar-se unilateralmente em uma operação militar sem ter examinado as consequências possíveis”, afirmou o porta-voz.

Adversários de Obama no Congresso e peritos em política estrangeira têm criticado sua posição. Mas, desde o início da crise, o presidente norte-americano tem insistido no apoio da comunidade internacional e destacado as ameaças globais, se houver uma intervenção internacional na Líbia.

Agência Lusa

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