Médico cubano preso por denunciar o aborto foi liberado esta sexta-feira pelas autoridades comunistas

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HAVANA, 14 Mar. 11 / 08:16 pm (ACI)

O preso político e médico cubano, Oscar Elías Biscet, foi liberado esta sexta-feira pelas autoridades comunistas, logo depois de estar encerrado desde o final de 2002 por defender pacificamente os direitos humanos e denunciar o crime do aborto.

Biscet, fundador da Fundação Lawton pelos Direitos humanos e nomeado ao Prêmio Nobel da Paz 2011, anunciou que permanecerá na ilha, pois “sempre vivi em Cuba e sou de Cuba”.

“Nunca fiz mal a ninguém, sempre dei amor, muito amor, e por dar amor me deram o mal, principalmente o Governo”, acrescentou.

O médico de 49 anos disse sentir-se “feliz” pelo reencontro com sua família e amigos. “As autoridades cubanas não puderam me converter como eles queriam em um doente mental”, disse, e agradeceu a Deus pela fortaleza que lhe permitiu suportar as torturas e abusos, inclusive psicológicos, que sofreu no cárcere.

Depois de numerosas detenções nos anos 1998 e 1999 e uma primeira condenação no ano 2000, Biscet foi outra vez preso ao final de 2002. Meses mais tarde recebeu uma pena de 25 anos dentro dos juízos sumários contra o chamado Grupo dos 75, como se conhece os dissidentes detidos na onda repressiva da primavera de 2003.

Denúncia do aborto

Biscet realizou várias atividades a favor dos direitos humanos em Cuba. Uma destas foi o estudo clandestino “Rivanol: um método para destruir a vida”, publicado em abril de 1998 que denúncia as técnicas de aborto usadas no Hospital Filhas da Galícia, e que recolhe os testemunhos de mães cujos recém-nascidos foram assassinados. Segundo o relatório, estas eram práticas comuns nos hospitais ao longo da ilha.

Mais informação sobre o Oscar Elías Biscet e a Fundação Lawton, em espanhol: https://www.lawtonfoundation.com/spanish/

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