O Papa recorda o dever de dar assistência aos sacerdotes

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VATICANO, 03 Mar. 11 / 10:14 am (ACI/EWTN Noticias)

Ao receber esta manhã um grupo de prelados da Conferência de Bispos Católicos de Filipinas em visita “ad limina”, o Papa Bento XVI ressaltou a urgência da guia e da ajuda constante que devem receber os sacerdotes para desenvolver seu ministério adequadamente.

Em seu discurso em inglês, o Santo Padre disse sobre os desafios pastorais das Filipinas que um dos mais importantes é a formação catequética permanente e afirmou que “a profunda piedade pessoal de seu povo deve ser alimentada e sustentada por uma maior compreensão e apreço dos ensinos da Igreja em matéria de fé e de moral”.

“De fato, estes elementos são necessários para que o coração humano possa dar uma resposta plena e adequada a Deus”.

O Santo Padre pediu aos bispos que na catequese incluíssem a atenção às famílias das dioceses, “especialmente aos pais em seu papel de primeiros educadores dos seus filhos na fé”.

Logo depois de recordar que em suas tarefas “sempre estão assistidos, sobre tudo e em primeiro lugar, por seu clero”, o Papa ressaltou o dever dos bispos de “conhecer bem os sacerdotes e de guiá-los com sincera solicitude, assim como estes devem estar sempre dispostos a cumprir com humildade e fidelidade as tarefas a eles encomendadas”.

“Muitas de suas dioceses puseram em marcha programas de formação permanente para os sacerdotes jovens”. Neste sentido assinalou que “os sacerdotes mais velhos que demonstraram ser fiéis servidores do Senhor podem guiar os seus irmãos mais jovens no caminho para uma vida sacerdotal amadurecida e equilibrada”.

Bento XVI sublinhou também que “os sacerdotes de todas as idades requerem uma atenção contínua. Deve-se promover dias de retiros espirituais e encontros anuais, assim como programas de educação permanente e assistência para os sacerdotes que possam estar enfrentando dificuldades. Estou seguro de que também encontrarão a maneira de sustentar aos sacerdotes que trabalham em lugares remotos”.

“De acordo com suas promessas solenes na ordenação, recordem aos seus sacerdotes seu compromisso de viver o celibato, a obediência, e uma dedicação cada vez maior ao serviço pastoral. Ao viver estas promessas, converter-se-ão em verdadeiros pais espirituais, com uma maturidade pessoal e psicológica que crescerá para refletir a paternidade de Deus”.

O Santo Padre comentou que “o diálogo com as outras religiões segue sendo uma prioridade, especialmente nas zonas do sul do país. Enquanto a Igreja proclama sempre que Cristo é o caminho, a verdade e a vida, entretanto, respeita todo o verdadeiro e bom das outras religiões, e busca cercar, sempre que for possível, com prudência e caridade, um diálogo honesto e amigável com seus seguidores”.

“Deste modo, a Igreja trabalha para o entendimento mútuo e a promoção do bem comum da humanidade. Eu os felicito pelo trabalho que têm feito e os animo, através do diálogo que estabelecestes, a seguir fomentando o caminho para a paz verdadeira e duradoura com todos seus vizinhos, sem deixar de tratar cada pessoa, independentemente de sua crença, como ser criado à imagem de Deus”.

“O maior bem que podemos oferecer aos que servimos nos é dado na Eucaristia. Na Santa Missa, os fiéis recebem a graça necessária para serem transformados em Jesus Cristo”.

Finalmente o Papa disse que “é alentador que muitos filipinos compareçam à missa dominical, mas isto não deve dar lugar à complacência de sua parte como pastores. Seu dever e o de seus sacerdotes é não deixar de procurar a ovelha perdida, assegurando-lhes de que todos os fiéis se vivificam no grande dom que nos é dado nos sagrados mistérios”.

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