Conferência de Roma Celebrará Legado de João Paulo II na ONU

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À medida que multidões afluem a Roma em abril para celebrar a canonização do Papa João Paulo II, um grupo de católicos e evangélicos chegará dias mais cedo para honrar uma parte especial do legado dele.

jpiiEm 25 de abril, um grupo impressionante de embaixadores, acadêmicos, escritores e líderes honrará o trabalho daquele que, em breve, terá o título de São João Paulo o Grande na “Construção de uma Cultura Global da Vida ONU e Além.” A conferência de um dia comemorará o legado dele na ONU, onde uma coalizão ainda hoje existe para apoiar a família natural e a dignidade da pessoa humana.

Cada palestrante desempenhou uma parte significativa no desafio épico na ONU em 1994 para defender vidas inocentes do aborto, ou foram inspirados pelo chamado global do Papa João Paulo II para proteger vidas dos decretos internacionais. Eles descreverão os desafios que enfrentaram — alguns trabalhando ao lado da Santa Sé e do falecido Papa — e o que mais precisa se fazer para avançar uma genuína compreensão da dignidade humana.

A canonização e conferência ocorrem enquanto a ONU comemora o aniversário de vinte anos do evento em que a liderança do falecido pontífice bloqueou um direito internacional ao aborto e lançou um movimento pró-vida global.

Em 1994, líderes políticos aproveitaram a conferência do Cairo na ONU sobre população e desenvolvimento para criar uma nova categoria de “direitos reprodutivos.” A estratégia deles era devolver a causa cada vez mais desacreditada do controle populacional para o movimento de direitos das mulheres. O lema do governo Clinton era “acesso ao aborto seguro, legal e voluntário é um direito humano fundamental.”

Contudo, como indicou George Weigel, “a coisa mais importante que os planejadores da conferência do Cairo haviam falhado de levar em consideração foi o poder moral do Papa João Paulo II.”

Numa série de mensagens breves, o papa atraiu atenção para as crises que estavam sendo tramadas. Sua mensagem repercutiu entre católicos, evangélicos e muçulmanos, na sociedade civil e nos governos.

Mesmo antes do início da conferência do Cairo, a oposição imprevista fez com que Al Gore, vice-presidente dos EUA, recuasse, declarando que “os EUA não buscaram, não buscam e não buscarão estabelecer nenhum direito internacional ao aborto.”

Os promotores do aborto foram forçados a fazer concessões na questão do aborto, onde fosse legal, deveria ser “seguro”, mas os países poderiam determinar suas próprias leis sobre o aborto. Embora isso esteja longe de uma proteção legal universal aos bebês em gestação, proteção que a Santa Sé e seus aliados continuam a buscar, foi um revés tremendo para os grupos de “direitos reprodutivos.”

A meta dos promotores do aborto permanece inalterável — à medida que Hillary Clinton tenta ressuscitá-la por meio de sua corrida antecipada à presidência dos EUA. Os arquitetos do Cairo estão em Nova Iorque nesta semana para reacender seu movimento, e frequentemente, ainda que astutamente, prestar homenagem ao legado do Papa João Paulo II quando falarem sobre o progresso paralisado deles.

A conferência de Roma, co-patrocinada pelo Instituto Católico de Família e Direitos Humanos e a Aliança em Defesa da Liberdade, ocorrerá dois dias antes da canonização do Papa João Paulo II. Os palestrantes de destaque incluem George Weigel, Michael Novak e Rocco Buttiglione.

Fonte: C-Fam.org

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