‘Ungidos com o óleo da alegria!’, Papa recorda padre sobre a alegria sacerdotal

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Nesta Quinta-Feira Santa, 17, Papa Francisco celebrou na Basílica Vaticana a Missa do Crisma, concelebrando com cardeais, bispos e padres presentes em Roma. O Santo Padre concentrou sua homilia sobre a alegria do sacerdote.

SantosOleosNeste dia específico da Semana Santa, a Igreja faz memória da instituição do sacerdócio. Na homilia, Francisco explicou que Deus ungiu os sacerdotes com o óleo da alegria e esta unção convida a receber e cuidar deste grande dom: a alegria sacerdotal.

O Papa elencou três características dessa alegria. A primeira delas é a unção, uma alegria que não torna presunçoso, mas que penetra no íntimo do coração. A segunda é o fato de ser incorruptível, pois é a integridade de um dom que ninguém pode tirar ou acrescentar nada. Por fim, é uma alegria missionária, colocada em íntima relação com o povo fiel de Deus. Trata-se de uma alegria que flui somente quando o pastor está em meio ao seu rebanho, explicou o Santo Padre.

Francisco também falou que a alegria do sacerdote tem como “irmã” a pobreza. O padre é uma pessoa que renunciou a muitas coisas, explicou o Papa, de forma que deve pedir sua alegria a Deus e Seu povo fiel, não procurá-la sozinho. Ele lembrou que muitos, ao falar da identidade sacerdotal, não consideram que a identidade pressupõe pertença ativa e empenhada ao povo de Deus. “Se não sai de si mesmo, o óleo torna-se rançoso e a unção não pode ser fecunda. Sair de si mesmo requer despojar-se, comporta pobreza”.

Outra “irmã” da alegria sacerdotal é, segundo Francisco, a fidelidade à Igreja. Da mesma forma, a obediência à Igreja também caminha junto com a alegria do padre. Não se trata somente de uma obediência à paróquia na qual atua, mas à união com Deus Pai, da qual deriva toda paternidade.

Francisco também destacou a obediência à Igreja no serviço, o que requer disponibilidade e prontidão para servir a todos da melhor forma. “A disponibilidade do sacerdote faz da Igreja a Casa de portas abertas (…) Onde o povo de Deus tem uma necessidade, lá está o sacerdote que sabe escutar e sente um mandato amoroso de Cristo que o envia para socorrer com misericórdia aquela necessidade ou apoiar os bons desejos com caridade criativa”.

O Papa encerrou a homilia pedindo a Deus que ajude muitos jovens a descobrir o ardor do coração e a audácia de responder com prontidão ao Seu chamado. Ele também pediu que Deus conserve o brilho nos olhos dos recém-ordenados e confirme a alegria sacerdotal dos que já têm muitos anos de ministério.

“Enfim, peço ao Senhor Jesus que brilhe a alegria dos sacerdotes idosos, sadios ou doentes. É a alegria da Cruz, que emana da consciência de ter um tesouro incorruptível em um vaso de barro que vai se desfazendo (…) Sintam a alegria de passar a chama, a alegria de ver crescer os filhos dos filhos e de saudar, sorrindo e com mansidão, as promessas, naquela esperança que não desilude”.

Fonte: News.va

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