A alegria de ocupar o último lugar

0

“Ocupemos o último lugar. Ninguém brigara convosco por causa dele”.

“Quando fores convidado para uma festa, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, e o dono da casa, venha te dizer: dá o lugar a eles. Então ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar. Mas, quando fores convidado, vai senta-te no último lugar. Assim quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isto vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados”.

Jesus deseja nos ensinar a humildade!

Chamado para um jantar Nosso Senhor ao ver os convivas disputarem os primeiros lugares, traz aos fariseus e também a nós uma lição de simplicidade. Este apreço pela humildade é uma virtude que Santa Teresa d’Ávila denominava “andar na verdade”. É uma vivência do Evangelho no cotidiano e a percepção da Glória de Deus nos mínimos detalhes. É em cada Eucaristia, na fila da Sagrada Comunhão, encontrar-se com Cristo verdadeiramente.

Em dias como os de hoje é difícil sair do imediatismo e lançar-se aos pés de Jesus e O adorar de todo coração. É necessário ter sustento e apoio na graça de Deus e na Sua verdade, se quisermos vencer os nossos comodismos e tentações, assim como diz o Senhor: “Permanecei no meu amor”.

O nosso amor é sobrenatural quando a fonte do nosso amor está em Deus, Ele ama em nós. Para entendermos melhor o que isto significa, pode servir de exemplo um filho que compra um presente de aniversário para seu pai e o paga utilizando o cartão de crédito do próprio pai. Viver na pequenez é nunca se esquecer de que tudo o que possuímos vem de Deus. Sejam talentos, saúde, bens ou filhos, absolutamente nada temos como próprio, tudo é dado por Deus.

Os humildes sabem disso e tem um lugar de predileção no coração de Deus: “Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado.”.

O último lugar

O último lugar é um lugar de santidade que nos faz enxergar graças que passam pela nossa oração, pelos nossos sacrifícios, passos de fé, esperança e pela confiança no amor de Deus e manifestação da Sua Vontade em nossa vida. O que desejamos passa pela profunda experiência de abandono na bondade de Deus, na espera e dependência da Sua graça. Assim, foi com Santa Teresinha: “Como quero me esforçar por fazer sempre com maior desprendimento a vontade de Deus.”. O abandono completo de Santa Teresinha tem o fundamento nessa entrega total, sem reservas de si à vontade da Trindade.

O último lugar é aquele reservado para os humildes, para os que souberam amar em “espírito e em verdade”. É um convite de rebaixamento e de humildade, no qual nos deparamos com nossas misérias e as colocamos diante da misericórdia. Nós nos encontramos conosco e com Deus.

É uma verdadeira oração de amor. “Faz do meu nada amor” (Santa Teresinha); “Pois, somos um nada capaz de Deus.” (André Botelho). Sejamos, pois, pequeninos diante de Deus, assumamos a nossa condição de filhos herdeiros e dependentes Dele para tudo. E sem Ele nada somos, nem podemos ser.

O princípio da nossa vida é a nossa verdade diante de Deus, reconhecendo a nossa própria miséria e dependência de um amor eterno e verdadeiro “que nos ama até o ciúme”. Esse amor nos chama a andar constantemente na verdade é saber que em todas as circunstâncias Deus é fiel.

Deus é infinito, glorioso e a Ele se deve todas as glórias e louvores: “Pois, a fé é primeiramente uma adesão pessoal do homem a Deus, e ao mesmo tempo inseparavelmente, o assentimento livre a toda a verdade que Deus revelou.” (Catecismo n° 150).

O papel da fé e da pequenez

Santa Teresinha, mulher de fé e esperança decidida não se deixava abalar pelas dificuldades em sua vida. Ela viveu da fé, e nela sustentou seus atos e pensamentos, sempre conduzida por esta descobriu a sua pequenez: “Minha alegria é permanecer pequena. Assim, quando caio no caminho, posso me levantar depressa e Jesus me pega pela mão.”.

Ser pequeno exprime a nossa vocação e ilumina as nossas ações e atitudes. Sustenta a nossa caminhada em ser de Deus e de Deus somente. Irradia a esperança em busca da fidelidade mesmo adornada por tribulações, anunciando as bênçãos – já obscuramente adquiridas pelos discípulos – inauguradas na vida da Virgem Maria e de todos os santos.

Fontes: Sagrada Escritura

Livro: A fé explicada – Leo J. Trese – Quadrante

Revista: O Pão da Vida 45, 78.

Site. Padre Paulo Ricardo

Lucimara Vieira
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator

Deixe uma resposta

Por favor, insira seu comentário!
Por favor, insira seu nome aqui.

dois × três =