“Ocupemos o último lugar. Ninguém brigara convosco por causa dele”.

“Quando fores convidado para uma festa, não ocupes o primeiro lugar. Pode ser que tenha sido convidado alguém mais importante do que tu, e o dono da casa, venha te dizer: dá o lugar a eles. Então ficarás envergonhado e irás ocupar o último lugar. Mas, quando fores convidado, vai senta-te no último lugar. Assim quando chegar quem te convidou, te dirá: ‘Amigo, vem mais para cima’. E isto vai ser uma honra para ti diante de todos os convidados”.

Jesus deseja nos ensinar a humildade!

Chamado para um jantar Nosso Senhor ao ver os convivas disputarem os primeiros lugares, traz aos fariseus e também a nós uma lição de simplicidade. Este apreço pela humildade é uma virtude que Santa Teresa d’Ávila denominava “andar na verdade”. É uma vivência do Evangelho no cotidiano e a percepção da Glória de Deus nos mínimos detalhes. É em cada Eucaristia, na fila da Sagrada Comunhão, encontrar-se com Cristo verdadeiramente.

Em dias como os de hoje é difícil sair do imediatismo e lançar-se aos pés de Jesus e O adorar de todo coração. É necessário ter sustento e apoio na graça de Deus e na Sua verdade, se quisermos vencer os nossos comodismos e tentações, assim como diz o Senhor: “Permanecei no meu amor”.

O nosso amor é sobrenatural quando a fonte do nosso amor está em Deus, Ele ama em nós. Para entendermos melhor o que isto significa, pode servir de exemplo um filho que compra um presente de aniversário para seu pai e o paga utilizando o cartão de crédito do próprio pai. Viver na pequenez é nunca se esquecer de que tudo o que possuímos vem de Deus. Sejam talentos, saúde, bens ou filhos, absolutamente nada temos como próprio, tudo é dado por Deus.

Os humildes sabem disso e tem um lugar de predileção no coração de Deus: “Porque quem se eleva será humilhado e quem se humilha será elevado.”.

O último lugar

O último lugar é um lugar de santidade que nos faz enxergar graças que passam pela nossa oração, pelos nossos sacrifícios, passos de fé, esperança e pela confiança no amor de Deus e manifestação da Sua Vontade em nossa vida. O que desejamos passa pela profunda experiência de abandono na bondade de Deus, na espera e dependência da Sua graça. Assim, foi com Santa Teresinha: “Como quero me esforçar por fazer sempre com maior desprendimento a vontade de Deus.”. O abandono completo de Santa Teresinha tem o fundamento nessa entrega total, sem reservas de si à vontade da Trindade.

O último lugar é aquele reservado para os humildes, para os que souberam amar em “espírito e em verdade”. É um convite de rebaixamento e de humildade, no qual nos deparamos com nossas misérias e as colocamos diante da misericórdia. Nós nos encontramos conosco e com Deus.

É uma verdadeira oração de amor. “Faz do meu nada amor” (Santa Teresinha); “Pois, somos um nada capaz de Deus.” (André Botelho). Sejamos, pois, pequeninos diante de Deus, assumamos a nossa condição de filhos herdeiros e dependentes Dele para tudo. E sem Ele nada somos, nem podemos ser.

O princípio da nossa vida é a nossa verdade diante de Deus, reconhecendo a nossa própria miséria e dependência de um amor eterno e verdadeiro “que nos ama até o ciúme”. Esse amor nos chama a andar constantemente na verdade é saber que em todas as circunstâncias Deus é fiel.

Deus é infinito, glorioso e a Ele se deve todas as glórias e louvores: “Pois, a fé é primeiramente uma adesão pessoal do homem a Deus, e ao mesmo tempo inseparavelmente, o assentimento livre a toda a verdade que Deus revelou.” (Catecismo n° 150).

O papel da fé e da pequenez

Santa Teresinha, mulher de fé e esperança decidida não se deixava abalar pelas dificuldades em sua vida. Ela viveu da fé, e nela sustentou seus atos e pensamentos, sempre conduzida por esta descobriu a sua pequenez: “Minha alegria é permanecer pequena. Assim, quando caio no caminho, posso me levantar depressa e Jesus me pega pela mão.”.

Ser pequeno exprime a nossa vocação e ilumina as nossas ações e atitudes. Sustenta a nossa caminhada em ser de Deus e de Deus somente. Irradia a esperança em busca da fidelidade mesmo adornada por tribulações, anunciando as bênçãos – já obscuramente adquiridas pelos discípulos – inauguradas na vida da Virgem Maria e de todos os santos.

Fontes: Sagrada Escritura

Livro: A fé explicada – Leo J. Trese – Quadrante

Revista: O Pão da Vida 45, 78.

Site. Padre Paulo Ricardo

Lucimara Vieira
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator

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