A missão evangelizadora de um professor

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professor

Busquemos ser o eco do Divino Mestre.

Um certo dia, minha filha me chamou e disse: “Pai, como que o senhor sabe de tantas coisas? O senhor é professor do quê?” Então eu respondi: “Filha, o papai sabe de algumas coisas pois viveu muita experiencia nesta vida e também estuda muito.” Logo depois ela replicou: “Então o senhor sabe de tudo?” Neste momento percebi Deus, nosso Divino Professor, falando comigo e foi então que respondi: “Filha, somente Deus sabe de tudo, pois Ele criou tudo.” Depois de alguns dias, minha filha, na saída da escola, disse: “Papai, o meu amigo disse que ele sabe de tudo e eu falei para ele que somente Deus sabe de tudo.” No mesmo momento em que ela me disse isso, senti que mais um tijolo foi colocado na estrada que Deus sonhou para minha pequena e para mim, pois somente se pode ter certeza que aprendemos a partir do momento em que ensinamos para outrem, seja qualquer campo de estudo que estiver na conversa, como matemática, português, história e, por que não, a fé, moral e ética.

Um cristão que não ensina sua fé para os outros regride, isso é fato. Uma das perfeições de Jesus Cristo é a sua eloquência para com a humanidade, perfeita na vivência e no falar. Tudo era vivido com um sustentar muito grande na oração de intimidade com o Pai. Quantas vezes nas escrituras lemos que Jesus foi ao monte orar ou se retirou para orar. Tudo foi ensinado como missão, “Pregue o Evangelho em todo tempo. Se necessário, use palavras.” São Francisco de Assis.

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Os desafios do professor cristão no mundo contemporâneo

Devido ao fato da atualidade da educação em nosso país estar manchada por um laicismo com o objetivo de tirar a ética e moral dos brasileiros, surge a pergunta: Como evangelizar seus alunos no exercício correto de sua profissão, sem necessariamente falar de Deus?

É oportuno relatar e relembrar que se Deus permite uma dificuldade, aí então jorrará graça abundante. Basta que nos retiremos para orar e buscar os sacramentos, deixando que Deus oriente. Neste sentido, após 6 anos sendo professor, senti um forte chamado para direcionar meus alunos Àquele que é o início e o fim.

“Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo; Ensinando-os a guardar todas as coisas que eu vos tenho mandado; e eis que eu estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos.” Mateus 28,19-20

Diante dessa missão, pude perceber que todos, sem exceção, possuem um caminho para Deus que poucas vezes é explorado. Sim, uma verdadeira autoestrada com 5 pistas sem limites de velocidade, que é subutilizada. Essa é a nossa consciência. É lá, ou melhor, aqui na sua cabeça que habita o free pass da felicidade.

Tendo essa palavra de ciência relevada, busquei, dentro de todo conteúdo programático reordenar para um exame de consciência aos alunos. Observei resultados acima da expectativa quanto à reflexão moral e ética em sala de aula no primeiro semestre que aplicamos essa estratégia. E, para minha feliz surpresa, nos dois semestres seguintes, Deus me concedeu a disciplina de Antropologia Jurídica e Ciência Política. Foi uma missão onde a entrega foi de madrugadas a fio pesquisando e montando material e apostila para um resultado surpreendente, onde o principal foco era remeter os alunos para sua essência e, assim, provocar uma ebulição nas suas consciências. Muitos vinham me perguntar qual era a minha religião no começo do semestre, e eu fazia questão de responder apenas no final, pois era importante evitar qualquer possível barreira intelectual.

Um outro ponto bem marcante no ensinamento de conteúdo intelectual como professor foi buscar a própria origem das evidências da metodologia científica para estudar fenômenos sociais e naturais, enraizados nos mais de 2 mil anos da igreja católica, com o livro “Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental”, de Thomas E. Woods Jr.

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Desde o começo, tudo está pautado na verdade e somente se encontra esse caminho no estudo da construção do ser e da ciência.

O conteúdo é transmitido se passado com amor

Quanto fui chamado para ser professor comecei a ouvir muito a frase: “Tem que gostar muito!” Vixe, só por Deus! E essa é a mais pura verdade para um professor, já nos alerta a sagrada escritura em Lucas 11:37-41

E, estando ele ainda falando, rogou-lhe um fariseu que fosse jantar com ele; e, entrando, assentou-se à mesa.

Mas o fariseu admirou-se, vendo que não se lavara antes de jantar.

E o Senhor lhe disse: Agora vós, os fariseus, limpais o exterior do copo e do prato; mas o vosso interior está cheio de rapina e maldade.

Loucos! Quem fez o exterior não fez também o interior?

Antes dai esmola do que tiverdes, e eis que tudo vos será limpo.

Onde há apenas o engajamento do comportamento externo e não do coração, ainda vive o homem velho e a graça fica limitada pelas sequelas do pecado original e as concupiscências do mundo. O professor, além de ter o conteúdo fundamentado na verdade, há de estar envolvido de corpo, alma, mente e coração para entranhar na consciência de seus alunos a mistério da salvação pelo caminho do intelecto.

Thiago Casarini
Postulante da Comunidade Católica Pantokrator

Fontes:
Como a Igreja Católica construiu a civilização ocidental, Thomas E. Woods Jr
Cristianismo e Direito, Edgar de Godoi da Mata-Machado
Filhos e Pais – Sabedoria e orientação para os pais, Dom Fulton Sheen
Sagrada Escritura
CARTA ENCÍCLICA – DIVINI ILLIUS MAGISTRI

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