A MULHER VIRTUOSA É CONTAGIANTE

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mulher

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É nítido o quanto uma mulher muda o ambiente à sua volta! É evidente o quanto nós, mulheres, temos a capacidade para ditar o ritmo das coisas, dando o compasso para a melodia do dia-a-dia, bem como temos (infelizmente) a capacidade de “descompassar”. Vejo o quanto isso é verdade na minha vida, queridos leitores… Quando me pego desanimada, empurrando o dia com a barriga, eis que todos à minha volta estão iguais ou ainda piores do que eu! Às vezes, os meus meninos (marido e filhos) até haviam acordado animados, mas, ao se depararem comigo naquele estado, logo ficam “contagiados” pelo meu ritmo ruim.

Porém, graças a Deus, o contrário também é verdade. Isto ocorre porque o coração de uma mulher é uma verdadeira fornalha! Uma fornalha capaz de queimar de amor pelos seus próximos e pelo nosso Senhor. Fornalha capaz de incendiar e consumir tudo à sua volta.

Quando estamos “contagiando” de forma negativa as pessoas ao nosso redor, isto somente está ocorrendo porque está faltando “chama” (fogo) nesta fornalha interior. E aqui entra a pergunta decisiva: como conseguimos fazer crescer esta chama? Qual é a “lenha” certa para este incêndio necessário?

A lenha, nada mais é, do que os pequenos gravetos chamados SACRIFÍCIOS, os quais encontramos corriqueiramente no nosso dia-a-dia. Gravetos (tão pequenos às vezes) que nos aparecem de repente e temos a possibilidade de pegá-los do chão para alimentar a fornalha do nosso coração. Assim como a madeira é combustível para o fogo, os sacrifícios bem vividos são o combustível para o amor!

FORMADAS NO AMOR PARA AMAR

Nós, mulheres, somos a última etapa da grande Criação saída das mãos de Deus. Somos a “cereja do bolo”, a coroa de toda a criação. Nosso Senhor, ao nos fazer, nos deu a sua própria capacidade de amar e de se doar. Na carta de São Paulo aos Efésios (capítulo 5), o apóstolo deu uma ordem específica para as mulheres e outra para os homens. Ele manda que as mulheres sejam submissas aos seus maridos, e manda que os maridos amem a sua esposa como Cristo amou a Igreja.

Pare um pouco para pensar: Por que será que o grande São Paulo não nos mandou amar os nossos maridos também? Não mandou, justamente, porque o amor já é algo próprio da mulher, sendo você uma esposa, uma filha ou uma mãe. O “amar” e o “se doar” é algo natural em nós (ou, ao menos, deveria ser).

No entanto, em um mundo hedonista, onde somos ensinadas desde cedo a “fugir da dor e buscar prazer”, fomos nos afastando da verdadeira essência da alma feminina. Em outras palavras, fomos deixando a fornalha cada vez mais apagada, sem fogo, porque não paramos mais para abastecê-la.

Somos chamadas hoje, pelo próprio Deus, a assumirmos a nossa verdadeira identidade: a identidade de filhas amadas de Deus. Somos chamadas a ser esposas: não somente em relação ao matrimônio, mas a ter uma alma desposada pelo Senhor. Somos chamadas a ser mães: não somente de filhos biológicos, mas também de todas as pessoas ao nosso redor que demandam um cuidado.

Chegou a hora de abastecermos as nossas fornalhas, de olhar os nossos dias como uma grande oportunidade de AMAR e de nos DOARMOS, sem qualquer medo dos sacrifícios cotidianos. É hora de olharmos a pilha de roupas acumuladas para passar/lavar; a louça suja na pia que parece nunca ter fim; os banheiros que demandam uma verdadeira batalha; as camas que só se arrumam quando nós o fazemos; os sapatos pela casa; o filho que acorda várias vezes na madrugada; a dor nas costas depois de um dia de trabalho… (e as mulheres sabem o quanto esta lista poderia continuar indeterminadamente).

Vejam quantos gravetos temos à nossa disposição! Muitos destes pequenos sacrifícios serão vividos silenciosamente e ninguém (além do próprio Deus) saberá que você se dispôs. Porém, tenha a certeza de que, embora se consumindo, a fornalha em chamas fornece calor e luz a todos os que estão à sua volta.

Sejamos, portanto, ousadas! Não tenhamos medo de nos abaixar e de nos sacrificar. Ao contrário, que sejamos “contagiantes” no nosso amor e na nossa entrega.

Deus nos abençoe!

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