Há um ano comecei a fazer academia, a principio por ordens médicas.

Um dos principais motivos para começar a fazer atividade física foi em virtude da minha doença respiratória: bronquite.

Para os bronquiteiros de plantão, qualquer coisinha é o gatilho para estar em crise.

Antes de treinar na academia, tentei fazer exercício físico por conta própria como caminhada, corrida, mas o clima não me favorecia.

Então me rendi e fui me matricular na academia, a contragosto, não pelas atividades si, mas pelo ambiente.

Não é segredo para ninguém que lá existe uma cultuação do corpo, e isso me incomodava bastante, porque eu sabia que as pessoas buscavam ser feliz através de seu corpo, mas que no fundo estavam buscando algo que só Deus pode dar para elas.

Mas enfim. Eu não tinha alternativa a não ser treinar. Eu não podia deixar de ir, pois se tratava de saúde.

O papel do cristão no século

Como cristãos somos chamados a dar testemunho onde quer que nós estejamos, e para nós, chamados à vocação El Shaddai Pantokrator, aprendemos a viver no século a santidade comum. Mas isso não se limita somente a nós, mas a todo cristão, como disse anteriormente.

Deixei todo o meu preconceito de lado e pensei: essa é minha oportunidade de evangelizar. Mas quem acabou sendo evangelizada foi eu.

academia

Exercícios que me apontam ao céu. 

Em cada exercício que eu ia executando Deus foi falando comigo.

Ao subir as escadas (Aparelho Simulador De Subir Escadas), Deus ia me falando de Seu desejo para que eu subisse degraus de santidade.

A cada exercício, Ele me provocava a respeito da determinação que preciso ter para vencer os pecados que existem em mim.

Deus fala conosco a todo tempo!

Aproveitei meu tempo na academia e comecei a aproveitar esse tempo para falar com Deus.

Ao fazer esteira eu rezava o terço. Entre os mistérios eu caminhava, e nós mistérios eu corria. Foi assim que eu comecei a ser fiel ao santo terço. Aproveitei cada momento para me unir à Virgem Maria.

Quando se começa a fazer exercício, com o passar do tempo começamos a aumentar o peso dos aparelhos e, normalmente, o seu corpo no dia seguinte começa a doer.

Com essas dores, percebi que um membro, quando não está habituado com determinada repetição, dói por estar “atrofiado”. Com o passar dos dias, bem como com a constância do exercício, o membro para de doer.

Passei a compreender que na nossa vida de oração é a mesma dinâmica. No início nossos membros espirituais estão atrofiados, sentiremos o cansaço, as dores que podemos elencar como as nossas preguiças, distrações, falta de vontade de orar. Mas que após uma constância, se tornará algo natural em que o membro estará habituado.

E quando isso acontecer, aumentaremos o peso ou mudaremos de exercícios, e começará tudo de novo.

Nossa vida é uma constante escalada ao céu, e os exercícios na academia sempre me lembram disso, pois me exigem determinação, força, coragem, ânimo.

Neste texto, dei o exemplo da academia, mas fica a reflexão: onde o Senhor hoje busca falar com você?

Jéssica Feitosa Fernandes
Postulante da Comunidade Católica Pantokrator

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