Alçando voos mais altos

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Hoje em dia fala-se muito sobre desenvolvimento pessoal, traçar metas e alcançar objetivos. As pessoas buscam cada vez mais superar-se profissional e pessoalmente; anseiam alçar voos mais altos. E como cristãos, devemos buscar a superação de nós mesmos? Devemos ter ambição com as coisas de Deus?  O incentivo para alcançar cargos mais altos, padrão de vida melhor, também deve nos impulsionar para buscar coisas do alto?

Certamente, todo cristão é chamado a alcançar a estatura de filho de Deus. O homem e a mulher foram criados a “imagem de Deus”(Gn 1,27), isso faz com que o ser humano ocupe um “lugar único na criação”*. De fato, “De todas as criaturas visíveis, só o homem é capaz de conhecer e amar o seu Criador, é a única criatura sobre a terra que Deus quis por si mesma, só ele é chamado a partilhar, pelo conhecimento e pelo amor, a vida de Deus. Com este fim foi criado, e tal é a razão fundamental da sua dignidade”.

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Buscando o alto…

Muitas vezes podemos nos confundir ao pensar que nosso valor e nossa dignidade estão naquilo que possuímos ou na imagem que passamos e isso pode nos levar a duas vertentes. Em primeiro lugar podemos gerar uma busca desenfreada por conquistar bens materiais ou uma autoimagem que nos valorize, que nos torne “atraentes” aos olhos da sociedade. Ou então, podemos nos desvalorizar e colocar medidas baixas para nossa vida, por pensar que jamais vamos alcançar os padrões do mundo. Sem dúvida, ambas as vertentes são enganosas e podem nos escravizar, tirando valor, poder e beleza que já nos foi dado.

Nosso valor está no fato de sermos “imagem de Deus”, possuímos a dignidade de pessoa, não somos somente alguma coisa, somos alguém. E alguém “capaz de se conhecer, de se possuir e de livremente se dar e entrar em comunhão com outras pessoas”. E esta é a grande ousadia da fé cristã, crer e afirmar que fomos criados para alcançar a dignidade e a estatura de filhos de Deus.

Devemos ter medidas altas para as coisas de Deus

Este chamado deve nos impulsionar a – amparados pela graça de Deus – ousarmos voos mais altos e ambiciosos; voos que objetivem o céu. Certamente essa deve ser nossa medida, Cristo deve ser nosso modelo e a Palavra a nossa guia. Que nosso coração não se contente com medidas baixas. Não se engane! Pois Deus não usa as métricas do mundo. O saldo da conta bancaria, os cases de sucesso ou os prazeres passageiros não entram na conta de Deus. Da mesma forma o “mornismo”, a procrastinação e o legalismo nos esmagam a uma estatura bem baixa.

Deus criou o homem, “quase igual aos anjos e o coroou de glória e de honra”(Sl 8,6). Por amor, Deus fez do homem um ser admirável e grande, o mais precioso aos Seus olhos, para quem existem o céu, a terra, o mar e a totalidade da criação. “Deus não desiste de tudo realizar, para fazer subir o homem até Si e fazê-lo sentar à sua direita”. Cabe a nós, seduzidos por tamanho amor, se lançar nas mãos de Deus buscando sempre alçar voos mais altos.

* Catecismos da Igreja Católica § 355 – 358

Leia também: Qual é o seu ideal?

Vanessa Cícera Ramos
Discípula da Comunidade Católica Pantokrator

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