Anistia Internacional Usa Mortes Maternas para Impor Aborto Sem Restrição

0
 A Anistia Internacional, uma organização de direitos humanos que costumava ser neutra com relação ao aborto, está agora usando o problema da mortalidade materna para defender o aborto. Num novo relatório, pretensamente sobre assistência médica para a saúde materna, a Anistia pede que os governos revoguem as leis contrárias ao aborto e leis de proteção de consciência para funcionários médicos que objetam. A Anistia também pede que os sistemas de saúde pública treinem e equipem fornecedores de serviços de saúde para realizar abortos.

A campanha “A Saúde Materna é um Direito Humano” da Anistia foca sua atenção em quatro países: Serra Leoa, Burkina Faso, Peru e os Estados Unidos. A Anistia argumenta que a mortalidade materna diminuirá se for tratada como uma questão de direito humano, se as despesas com a assistência de saúde forem cobertas pelos governos e se um direito das mulheres controlarem suas vidas sexuais e reprodutivas for estabelecido.

A taxa de mortalidade materna nos Estados Unidos é apenas 21 mortes por 100.000 nascimentos vivos em comparação com 300 mortes de Burkina Faso e 890 mortes de Serra Leoa por 100.000 nascimentos.

O relatório da Anistia diz que na Serra Leoa, Burkina Faso e Peru as mulheres enfrentam morte por causa de condições médicas inadequadas e corrupção. Mas então o relatório argumenta que o aborto é necessário também.

Muito embora a Anistia diga que os Estados Unidos têm o melhor sistema de saúde do mundo, a organização exorta que os serviços de aborto sejam expandidos e que os obstáculos sejam eliminados, inclusive o que eles chamam de barreiras raciais e econômicas. Eles dizem que os serviços de aborto são limitados para índias e mulheres que recebem assistência social porque os abortos são pagos pelo governo apenas no caso de estupro, incesto ou quando a vida da mulher está em perigo. Essas mulheres poderão ainda ter um aborto, mas não seria coberto pelo seguro federal.

A Anistia discorda de restrições ao aborto, inclusive cláusulas e leis de consciência que permitem que fornecedores e instituições de assistência de saúde recusem cometer um aborto se for contra suas convicções religiosas ou morais.

Em outra parte a Anistia pede pequenos passos para a legalização do aborto. A organização apresentou um relatório ao Comitê da ONU sobre a Convenção para a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação contra as Mulheres (conhecida pela sigla CEDAW) pedindo a legalização do aborto no México para mulheres que estão grávidas como consequência de estupro ou incesto.

De acordo com sua posição oficial, “A Anistia Internacional crê que onde o acesso das mulheres a serviços e informações de aborto seguro e legal é restrito, seus direitos humanos fundamentais podem estar em grave risco”.

Na época em que a Anistia mudou sua posição, muitos antigos apoiadores católicos abandonaram a organização e pelo menos um cardeal do Vaticano pediu que os católicos não mais apoiassem a organização. Desde então, a Anistia se tornou uma ativista pública agressiva em prol de um direito ao aborto e até faz a alegação de que o aborto é um direito humano nas leis internacionais.

Elizabeth Charnowski

Tradução: Julio Severo

Deixe uma resposta

Por favor, insira seu comentário!
Por favor, insira seu nome aqui.