Astrologia e a Igreja Católica

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astrologia

A essência humana tem uma pitada de atração ao que é misterioso. A busca de resposta para tudo, tendo como certo que tudo pode ser respondido pelas evidências, inclusive científicas, pode levar o ser humano à total falta de esperança, pois certas partes do plano de Deus e Suas criações são mistérios por finalidade. Então, nada nem ninguém será capaz de desvendar aquilo que o Senhor do Universo esconde para nosso próprio bem, muito menos pseudociências como a astrologia.

O universo e os astros estelares, sem dúvida, são criações de Deus e somos convidados a contemplar toda a criação, com a ressalva de que, em nenhuma circunstância, possamos inseri-la como cerne de nossas vidas a ponto de explicar e definir comportamentos e, assim, a nossa resposta diante de todas as situações e relacionamentos. Ressalto que essa é a maior falha do cristão soft, que coloca suas esperanças na astrologia e demais falsas esperanças. Para nos ajudar trago as citações de dois santos:

Os corpos celestes de nenhum modo são causa dos atos humanos” (São João Damasceno)

O supor, pois, que os corpos celestes são causa dos atos humanos, é algo próprio dos que dizem que o entendimento não se distingue dos sentidos […] Mas, como é absolutamente certo que o entendimento e a vontade não são faculdade dependente dos órgãos corpóreos não é possível que os corpos celestes sejam causas dos atos humanos” (Suma Teológica, Santo Tomás de Aquino: Parte I, Q.  115, art. 4).

O verdadeiro epicentro da existência humana

Existe um espaço dentro do ser humano totalmente vazio, onde apenas a vontade e a razão podem se voltar para Deus, e o homem pode dizer: Toma o Teu lugar Senhor, reina em mim! Sou teu, eternamente teu. Qualquer outra crença que ocupe esse lugar é considerada uma idolatria (Dt 18,10-12), resultante da falta de esperança em Deus.

Sabendo dessa nossa atração ao infinito mistério e da possibilidade de nos perder, Deus, na Sua misericórdia enviou Jesus Cristo, Seu filho amado, para que todo falso ídolo caísse por terra. No que tange a astrologia, é certo e claro que a recapitulação ocorreu quando a estrela estava sobre a servidão do Menino Deus, para que os magos O encontrassem, por meio de um movimento daquele astro nunca visto antes, ou seja, astronomia.

Neste sentido, São Gregório Nazianzeno nos revela que, no momento em que os magos guiados pela estrela adoraram a Cristo, o novo Rei, deu-se por encerrada a astrologia, pois agora as estrelas giram segundo a órbita determinada por Cristo1.

Jesus Cristo é o centro de nossas vidas, como Esposo de nossas almas e Senhor do Universo.

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A única esperança deve ser vivida

O mundo atual lembra muito os Efésios que, antes da pregação de Paulo, estavam “sem esperança e sem Deus no mundo” (Ef 2,12). Ninguém melhor do que Paulo para levar a esperança, um apóstolo, que mesmo sem conviver com Cristo, transmitia uma intimidade com o Mestre tão profunda que nada pode negar que o Espírito Santo estava sobre ele. Um homem que perseguia e matava os seguidores de Cristo, agora O prega como nossa única salvação. Como uma dica, convido-lhe a assistir ao filme “Paulo – O apóstolo de Cristo”.

Para enfrentar essa questão, cabe a nós sermos inteligentes e buscarmos a esperança por uma via certa e contundente, vivendo a consagração à Virgem Santíssima. Ela que Se tornou a Arca da Aliança viva, onde Deus Se fez carne, tornou-Se um de nós e estabeleceu a Sua tenda no meio de nós (cf. Jo 1,14). Ela nos ajudará a encontrar com aquele Deus que, em Cristo, mostrou-nos a Sua Face e abriu-nos o Seu Coração, único capaz de transformar a nossa vida a ponto de nos fazer sentir-nos redimidos através da esperança que Ele mesmo exprime; voltemos de novo à Igreja primitiva.

Cf. Poemas dogmáticos, V, 53-54: PG 37, 428-429.

A essência humana tem uma pitada de atração ao que é misterioso. A busca de resposta para tudo, tendo como certo que tudo pode ser respondido pelas evidências, inclusive científicas, pode levar o ser humano à total falta de esperança, pois certas partes do plano de Deus e Suas criações são mistérios por finalidade. Então, nada nem ninguém será capaz de desvendar aquilo que o Senhor do Universo esconde para nosso próprio bem, muito menos pseudociências como a astrologia.

O universo e os astros estelares, sem dúvida, são criações de Deus e somos convidados a contemplar toda a criação, com a ressalva de que, em nenhuma circunstância, possamos inseri-la como cerne de nossas vidas a ponto de explicar e definir comportamentos e, assim, a nossa resposta diante de todas as situações e relacionamentos. Ressalto que essa é a maior falha do cristão soft, que coloca suas esperanças na astrologia e demais falsas esperanças. Para nos ajudar trago as citações de dois santos:

Os corpos celestes de nenhum modo são causa dos atos humanos” (São João Damasceno)

O supor, pois, que os corpos celestes são causa dos atos humanos, é algo próprio dos que dizem que o entendimento não se distingue dos sentidos […] Mas, como é absolutamente certo que o entendimento e a vontade não são faculdade dependente dos órgãos corpóreos não é possível que os corpos celestes sejam causas dos atos humanos” (Suma Teológica, Santo Tomás de Aquino: Parte I, Q.  115, art. 4).

O verdadeiro epicentro da existência humana

Existe um espaço dentro do ser humano totalmente vazio, onde apenas a vontade e a razão podem se voltar para Deus, e o homem pode dizer: Toma o Teu lugar Senhor, reina em mim! Sou teu, eternamente teu. Qualquer outra crença que ocupe esse lugar é considerada uma idolatria (Dt 18,10-12), resultante da falta de esperança em Deus.

Sabendo dessa nossa atração ao infinito mistério e da possibilidade de nos perder, Deus, na Sua misericórdia enviou Jesus Cristo, Seu filho amado, para que todo falso ídolo caísse por terra. No que tange a astrologia, é certo e claro que a recapitulação ocorreu quando a estrela estava sobre a servidão do Menino Deus, para que os magos O encontrassem, por meio de um movimento daquele astro nunca visto antes, ou seja, astronomia.

Neste sentido, São Gregório Nazianzeno nos revela que, no momento em que os magos guiados pela estrela adoraram a Cristo, o novo Rei, deu-se por encerrada a astrologia, pois agora as estrelas giram segundo a órbita determinada por Cristo1.

Jesus Cristo é o centro de nossas vidas, como Esposo de nossas almas e Senhor do Universo.

A única esperança deve ser vivida

O mundo atual lembra muito os Efésios que, antes da pregação de Paulo, estavam “sem esperança e sem Deus no mundo” (Ef 2,12). Ninguém melhor do que Paulo para levar a esperança, um apóstolo, que mesmo sem conviver com Cristo, transmitia uma intimidade com o Mestre tão profunda que nada pode negar que o Espírito Santo estava sobre ele. Um homem que perseguia e matava os seguidores de Cristo, agora O prega como nossa única salvação. Como uma dica, convido-lhe a assistir ao filme “Paulo – O apóstolo de Cristo”.

Para enfrentar essa questão, cabe a nós sermos inteligentes e buscarmos a esperança por uma via certa e contundente, vivendo a consagração à Virgem Santíssima. Ela que Se tornou a Arca da Aliança viva, onde Deus Se fez carne, tornou-Se um de nós e estabeleceu a Sua tenda no meio de nós (cf. Jo 1,14). Ela nos ajudará a encontrar com aquele Deus que, em Cristo, mostrou-nos a Sua Face e abriu-nos o Seu Coração, único capaz de transformar a nossa vida a ponto de nos fazer sentir-nos redimidos através da esperança que Ele mesmo exprime; voltemos de novo à Igreja primitiva.1 Cf. Poemas dogmáticos, V, 53-54: PG 37, 428-429.

Thiago Casarini
Postulante na Comunidade Católica Pantokrator 

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