Certeza do Céu

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céu

A vida pode ser constantemente um conjunto de incertezas e indefinições, porém, todo ser humano é capaz de uma única certeza, “A certeza do céu”.

A palavra “certeza” significa “segurança plena ou total”. Para termos segurança em algo, é importante acreditar e buscar conhecê-lo melhor. Nós, cristãos, acreditamos através de nossa Fé, e em especial pelos ensinamentos da Igreja Católica, que existe uma nova vida após a morte corporal, pois o próprio Deus se fez homem em Jesus Cristo, morreu e ressuscitou. Eis uma verdade absolutamente certa: “Se morrermos com ele, com ele viveremos” (II Timóteo, 2 -11), e é por essa verdade que acreditamos e esperamos chegar ao céu, uma realidade espiritual onde Deus já tem um lugar reservado para cada um de seus filhos – e eu e você somos filhos.

Deus é sempre vida

No início da Criação, Deus não Criou a morte; ela chegou ao mundo pela escolha do homem através do pecado. Deus, porém, em Sua infinita misericórdia, nos deu Cristo, e continua nos dando todos os dias a oportunidade de conquistar a vida eterna na presença Dele. Por isso, entendemos e acreditamos que a morte cristã tem um sentido positivo, como diz São Paulo, “Porque para mim o viver é Cristo e o morrer é lucro” (Filipenses 1, 21) e Santa Tereza do Menino Jesus, “Eu não morro, entro na vida”. (Lettre, 9 de Junho de 1897).

Com esta certeza da existência de uma nova vida no Reino dos Céus, podemos entender que a morte carnal não tem um fim nela mesma, mas o início de uma nova vida. Talvez não encontremos aqui uma grande novidade, já escutamos e lemos muitas vezes sobre esse assunto; porém, muitos de nós ainda temos muito medo da morte e sofremos muito com a perda daqueles que amamos.

Se estivéssemos convencidos de que a morte carnal é o inicio de uma nova vida, não teríamos mais tanto medo de morrer, e sim nos prepararíamos todos os dias (não em um estado de depressão ou desistência dessa vida, mas sim em uma busca constante de viver todos os nossos dias da forma mais autêntica possível), como se estivéssemos em um estágio de céu na terra, caminhando passo a passo. Também já não sofreríamos tanto pelas pessoas que amamos e que faleceram, e já alcançaram a graça de estar na nova vida. Sabemos que é normal sentir saudades; somos humanos e sentimos saudades de nossos amigos e familiares que se mudam da nossa cidade ou do país; demoramos muitos anos para nos reencontrar e esta saudade às vezes chega até a doer, porque queríamos estar perto dessas pessoas. Acredito que deveríamos lidar com a morte corporal da mesma forma, porque também sentimos essa saudade que dói, este desejo de estar junto com nossos amados; não sabemos quando vamos nos encontrar, porém, podemos ter essa certeza de que isso acontecerá na nova vida celestial. Este reencontro é mais certo do que um reencontro terrestre com todos os que passam por nossas vidas, pois aqui podemos ter muitas realidades práticas que nos impossibilitam; porém, nosso reencontro no céu é promessa de Deus – e Ele, em Sua infinita fidelidade, sempre cumpre Suas promessas. Jesus mesmo nos disse: “Ainda um pouco de tempo e o mundo já não me verá. Vós, porém, me tornareis a ver, porque eu vivo e vós vivereis” (São Joao 14, 2).

Geralmente, quando falece uma pessoa próxima a mim, sinto a dor da separação, porém, ao mesmo tempo, sinto uma grande alegria pela passagem da pessoa para a outra vida. Fico imaginando a chegada dela na presença de Deus e de todos os anjos e santos. Isso me faz querer cada vez mais viver bem tudo o que Deus me permite viver aqui na terra, em preparação à minha passagem para a vida eterna na presença Dele e o meu reencontro com todos os que passaram por esta vida.

Dia de Finados

A Igreja, desde os primeiros séculos, instituiu o Dia de Finados para rezar e interceder por aqueles que ainda estão em um estado de purificação, o qual chamamos Purgatório. “Os que morrem na graça e na amizade de Deus, mas não de todo purificados, embora seguros da sua salvação eterna, sofrem depois da morte uma purificação, a fim de obterem a santidade necessária para entrar na alegria do céu” (Catecismo da Igreja Católica 1030). Diante desta afirmação da Igreja, na certeza do céu que nos espera, possamos assumir uma nova postura de compromisso de oração pelas almas. Desejemos que o Dia de Finados seja também um dia de reflexão de como está nossa busca e esperança de céu, e que possamos experimentar a alegria de poder ajudar muitas almas a chegarem mais rápido à presença de Deus.

Creivânia Soares da Silva
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator

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