Como explicar para os filhos sobre os relacionamentos homoafetivos

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No processo de crescimento dos nossos filhos, é comum surgirem dúvidas a respeito de várias temáticas. Os questionamentos em torno da sexualidade normalmente são os que costumam deixar os pais de “cabelo em pé”. Dentre esses assuntos, os relacionamentos homoafetivos podem ser colocados em pauta.

E qual o papel dos pais? O que responder? Como agir? Primeiramente, é preciso saber que “cada coisa tem seu tempo”. Seja para essa ou para outras questões que vão surgir, NÃO apresse as coisas. Espere seu filho perguntar e aí sim, tenha uma resposta clara e concisa, que responda aquilo que ele perguntou.

Assim como para outras perguntas que possam surgir, nós Católicos temos um único caminho a seguir: a Verdade. Essa nos ensina que fomos feitos à imagem e semelhança de Deus. O Senhor nos criou na totalidade, e por isso o ser humano como um todo é sagrado. Todo o seu ser é sagrado, inclusive sua sexualidade. A complementariedade entre homem e mulher foi querida e criada por Deus. E ao exercerem essa função, de modo singular, quando, mediante a recíproca doação esponsal, cooperam com Deus na transmissão da vida². Este é o projeto original de Deus, desde o princípio da Criação.”¹

A Vontade de Deus

As pessoas com tendências homossexuais “são chamadas a realizar na sua vida a vontade de Deus e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar”. Assim como os demais batizados, são chamadas, pelas virtudes do autodomínio, a viver a castidade¹.

Os relacionamentos homoafetivos existem desde o pecado original. A novidade é a forma como o assunto tem sido tratado e a cultura que estão tentando impor. Prega-se que a felicidade está em satisfazer-se, como se o sexo fosse um “deus”. Essa é a grande mentira, somente seremos plenamente felizes no céu. Cristo não nos prometeu a plenitude terrena, mas nos ensinou a segui-Lo, para alcançarmos as glórias eternas.

Essa cultura de permissividade e normalidade acaba ferindo a dignidade humana, pois reduz a sua identidade a algo meramente sexual, quando na verdade nossa identidade é a de filho de Deus. Quando cedemos aos apelos da carne, seja no adultério, no sexo fora do casamento ou nas relações homoafetivas, estamos sendo guiados somente pela sexualidade, e não somos só isso. A felicidade e a realização do ser humano vão muito além.

Existe uma grande confusão entre aceitação e conivência. A Igreja também nos ensina que todas as pessoas devem ser acolhidas e amadas generosamente. Mas isso é diferente de dizer que é normal ou que concordamos. A falta de conhecimento da moral da Igreja conduz a muitos desentendimentos. Os ensinamentos da Igreja não estão ultrapassados e tampouco são preconceituosos. A Igreja “recusa-se a considerar a pessoa meramente como um heterossexual ou um homossexual porque sabe precisamente que a identidade fundamental de todo e qualquer homem é a de ser criatura e, pela graça, filho de Deus, herdeiro da vida eterna”². E que a exemplo de Cristo, somos chamados ao amor, a caridade e ao perdão.

O mais importante é estabelecer com seu filho um relacionamento de confiança. Certamente ele vai ouvir lá fora muitas opiniões e direções, mas que ele saiba que existe um lugar seguro, confiável e amoroso para que lhe dê o norte necessário. Simplesmente demostrar repulsa ou conivência de forma alguma vai ajudar seu filho. Conheça e pratique a fé que você professa, mantenha-se em oração. Educar os filhos é nossa missão e precisamos estar amparados na graça de Deus.

¹ Catecismo da Igreja Católica § 2357-2359

² Congregação para Doutrina da Fé, Carta aos bispos da Igreja Católica sobre o atendimento pastoral das pessoas homossexuais, 1 de out. 1986, n.9.

Vanessa Cícera
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator

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