Como lidar com as frustrações

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Frustração: quem nunca sentiu?

Ao desejar um resultado esperado e não conseguir atingir ou se não sair como o planejado, pronto, está aí a frustração a nos atormentar. E nem estou falando só dos grandes objetivos de vida, mas também de pequenas situações; quando nos deparamos com contrariedades e a não realização da nossa vontade, ei-la aí novamente.

Com efeito, lidar com as expectativas humanas, sempre tão grandes, é desafiador. Tentar preencher o vazio da alma com coisas criadas ou criaturas, quando, na verdade, só podemos nos satisfazer em Deus, é uma missão impossível. O quanto planejamos e o quanto nos frustramos por não termos nossos desejos atendidos e satisfeitos.

Parecemos muitas vezes como crianças crescidas que não aprenderam a aceitar o não de Deus, Nosso Pai. Aceitar as grandes contrariedades da vida é difícil, porém há dias que até mesmo as pequenas nos custam.

Portanto, podemos elencar muitos exemplos de frustrações: a vaga de emprego não obtida; o amor não correspondido; a aprovação no concurso não efetivada; o aumento do salário que não aconteceu; as escolhas dos filhos que não são as que faríamos; a perda de um ente querido.

Nossa visão é míope, Deus vê além!

Muitas vezes, as frustrações acabam gerando lamentações. E como isso é perigoso! Murmuramos e reclamamos como filhos ingratos atraindo desgraças para nossas vidas. Vemos o acontecimento que nos trouxe desgosto como punição e não como correção ou mesmo proteção, como oportunidade de gerar em nós conversão. Esquecemos que nossa visão é míope e Deus vê além.

Assim, Santa Teresinha do Menino Jesus, doutora da Igreja, testemunha-nos como ela lutava para conseguir frutos de conversão: “Minhas mortificações consistiam em refrear minhas vontades, sempre prestes a se impor.”

Em Filipenses 4, 6-7, a palavra de Deus nos exorta: “Não vos inquieteis com nada, mas, em toda ocasião, pela oração e pela súplica acompanhadas de ação de graças, apresentai a Deus os vossos pedidos. E a paz de Deus, que ultrapassa toda compreensão, guardará os vossos corações e os vossos pensamentos em Jesus Cristo.”

Podemos entender que pela confiança em Deus, não devemos nos preocupar, nos afligir, e sim, nos unir através da oração a Deus, com súplicas e ação de graças, apresentando nossos pedidos. Confiando que a paz reinará em nossos corações com essa entrega e guardará todo o nosso ser em Jesus Cristo.

Sim, Deus deseja que tenhamos sonhos, deseja que possamos alçar grandes voos sobre Suas asas. Ele, como Bom Pai, saberá nos dar o que necessitamos e a Divina Providência nos alcançará.

O que aprendemos com a frustração?

As frustrações nos ajudam a amadurecer. Ensina-nos a aceitar a soberana vontade de Deus que, até de um mal provocado pela atitude humana, tira um bem maior.

Se optarmos em parar nos sentimentos negativos que as frustrações nos provocam, podemos ficar estagnados no vitimismo, amor próprio, egoísmo, que em nada nos ajudarão a crescer, a dar passos na vida da graça. Todavia, como podemos escolher uma ação diferente dessas, estando envolvidos emocionalmente na frustração?

Cada pessoa tem seu tempo, entretanto, é necessário crescer na consciência da falta de consciência. Parece engraçado, mas é verdade. É preciso tomar consciência que não temos consciência das respostas que damos, pois parece que estamos sempre no modo automático. Clamar o auxílio do Espírito Santo é fundamental. Bem como, ofertar a Deus o nosso amor limitado para viver qualquer contrariedade e crescermos na consciência de que: “Tudo concorre para o bem daqueles que amam a Deus” (Romanos 8, 28).

Thais Casarini
Postulante da Comunidade Católica Pantokrator

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