Como participar da alfabetização do seu filho?

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alfabetização

O momento da alfabetização da criança é uma etapa de descobertas, é um processo que se dá quando a criança começa a fazer uma leitura do mundo, descobrindo a sonoridade das palavras, entendendo a função da escrita, as formas das letras, dos números, o significado do “mundo letrado”, da socialização e da vivência de valores como: respeito, partilha, amizade e solidariedade. É um caminho de possibilidades e conquistas.

No entanto, nem todas as crianças aprendem na mesma hora ou do mesmo jeito. Atualmente, ser alfabetizado, saber ler e escrever, tem se revelado condição insuficiente para responder adequadamente às demandas contemporâneas. Saber ler e escrever de forma mecânica não garante a uma pessoa interação plena com os diferentes tipos de textos que circulam na sociedade. Busca-se ser capaz de não apenas decodificar sons e letras, mas de compreender os significados e usos das palavras em diferentes contextos.

A missão dos pais na alfabetização dos filhos

O papel dos pais na alfabetização dos filhos é “ser presente”, “ser mãe e pai de verdade”, estar com os filhos e acompanhar o processo de aprendizagem. Isto porque, a criança espera uma resposta dos pais em forma de aconchego, de disponibilidade, de carinho, de um pouco de atenção, e de muito amor. Os filhos crescem rápido, não mais do que 18 anos e eles já estão se separando de nós para viver a própria vida. Sendo assim, o que não foi feito na hora certa não poderá ser feito depois.

Um grave erro dos pais é não ter tempo para os filhos. Trabalham, trabalham, trabalham, e no tempo escasso que sobra não podem estar com os filhos porque precisam descansar e fazer outras coisas.
O seu filho é um presente precioso de Deus, um dom, o seu bem mais caro. Invista, gaste tempo com seu filho. Mesmo que, educar e “ser pai e mãe presente”, participar da vida deles seja uma  tarefa exigente.

É acompanhando-os no dia a dia, na simplicidade das tarefas escolares, é que temos oportunidades de corrigi-los, apoiá-los e ensiná-los não somente na alfabetização ou nas lições da escola, mas também e principalmente  nas coisas da vida, certamente é uma oportunidade para educá-los. Além do mais, os pais precisam participar da vida dos filhos, em todos os aspectos, para que eles se sintam valorizados e amados.

A principal carência das crianças e dos nossos jovens hoje é a falta de amor dos pais, que se manifesta na ausência e na omissão desses.”¹

Seja na alfabetização, no decorrer das etapas escolares, em todos os momentos, faça a escolha de “estar com seus filhos” e a sua alegria será certa. Existe uma “satisfação ímpar”, em vê-los crescer, de ver suas conquistas.  Durante a alfabetização, muitas vezes “o caminho não é tão suave”. A  criança encontrará dificuldades e esbarrará nos próprios limites. Nesses momentos, é importante estar ali, junto do filho, ter paciência e pedir ajuda de um profissional, caso seja necessário.

Sendo assim, elogie os pequenos avanços, incentive. Isso fará toda a diferença para a criança, pois ela ficará mais confiante, com seu amparo. Pela falta do ótimo, não podemos deixar de celebrar o bom. A criança vai vencer as barreiras e superar tudo em seu tempo. Aprenderá também, com o seu apoio, que os problemas e as limitações existem, mas que também existe o esforço, a luta e a vitória.

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Sem dúvida, a interação entre escola e família é de extrema importância, não só no início da alfabetização, nos momentos de dificuldade de aprendizagem, mas em todo o percurso escolar do filho. Os pais precisam conhecer o ambiente escolar, a rotina, as propostas pedagógicas, o que o filho está aprendendo e os professores. Com certeza, uma parceria que dá certo e o crescimento se dá através dessa interação.

A criança reforça seu aprendizado e deixa de lado qualquer limitação que possa existir. A participação dos pais na vida escolar dos filhos é fundamental para que esses se sintam apoiados, reconhecidos e motivados em relação à aprendizagem e às vivências na escola. Portanto, estabelecer um vínculo entre os pais e a vivência escolar de seus filhos não é tarefa fácil. Mas esse elo consegue suprir necessidades físicas, psíquicas e sociais, tão indispensáveis para as crianças.

A alfabetização exige tempo e dedicação!

“Foi o tempo que gastaste com tua rosa que fez tua rosa tão importante” (Pequeno Príncipe). Certamente, “Caro pai, cara mãe, é todo o tempo, dinheiro, dedicação, carinho e atenção que você gastar com o seu filho que vai fazê-lo tão importante e que também vai fazê-lo importante para ele.”²
Nosso querido São João Paulo II também nos ensina que: “Educar é conquistar o coração, animá-lo com alegria e satisfação em busca do bem”.

Por outro lado, não pode haver também a superproteção, pois gera no filho a falta de autoafirmação e de personalidade, podendo até, como garantem alguns psicólogos, resultar numa criança psiquicamente dependente. Isso impede o seu amadurecimento. O equilíbrio e os limites devem existir “sempre”, em todas as fases da vida.

São João Bosco, sábio educador dos jovens, dava aos pais alguns conselhos importantes nessa difícil tarefa. Vamos repeti-los a seguir, para servir à meditação dos pais.

Sábios Conselhos de Dom Bosco

1. Valorize o seu filho.
Quando respeitado e estimado, o jovem progride e amadurece.

2. Acredite no seu filho.
Mesmo os jovens mais “difíceis” trazem bondade e generosidade no coração.

3. Ame e respeite o seu filho.
Mostre-o, claramente, que você está ao lado dele. Olhe-o nos olhos. Nós é que pertencemos a nossos filhos, não eles a nós.

4. Elogie seu filho sempre que puder.
Seja sincero: quem de nós não gosta de um elogio?

5. Compreenda seu filho.
O mundo hoje é complicado, rude e competitivo. Muda todo dia. Procure entender isto. Quem sabe ele está precisando de você, esperando apenas um toque seu.

6. Alegre-se com seu filho.
Tanto quanto nós, os jovens são atraídos por um sorriso; a alegria e o bom humor atraem os meninos como mel.

7. Aproxime-se de seu filho.
Viva com seu filho. Viva no meio dele. Conheça os amigos. Procure saber onde ele vai, com quem está. Convide-o a trazer os amigos para a sua casa. Participe amigavelmente da vida dele.

8. Seja coerente com o seu filho.
Não temos o direito de exigir de nosso filho atitudes que não temos. Quem não é sério não pode exigir seriedade. Quem não respeita não pode exigir respeito. O nosso filho vê tudo isso muito bem, talvez porque nos conheça mais que nós a ele.

9. Prevenir é melhor do que castigar o seu filho.
Quem é feliz não sente a necessidade de fazer o que não é direito. O castigo magoa, a dor e o rancor ficam e separam você do seu filho. Pense, duas, três, sete vezes, antes de castigar. Nunca com raiva. Nunca.

10. Reze com seu filho.
No princípio, pode parecer “estranho”. Mas a religião precisa ser alimentada. Quem ama e respeita a Deus vai amar e respeitar o seu próximo.

“Quando se trata da educação não se pode deixar de lado a religião”.³
“É preciso elevar o coração e pedir que Deus nos livre do egoísmo, não dos filhos.
Que nos salve através desses filhos.
Que Deus nos ajude a salvar esses filhos.
Que Deus nos livre de não amar esses filhos”

Lucimara Vieira
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator

¹, ², ³ Livro: Família Santuário da Vida – Prof. Felipe Aquino
Site: pt.aleteia.org
Facebook: Sendo Mamãe

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