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Saiba como montar um plano estratégico para vencer o pecado

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Como falar em vencer é tão importante nos dias atuais. Ouço dizerem: seja um vencedor, conquiste suas metas e realize seus sonhos. Até então, isso soa aos meus ouvidos de bom tom. Porém, quando me aprofundo na questão do que é vencer, percebo que o objetivo é ter dinheiro, fama, fazer uma viagem, poder, no final das contas, quase nunca ouço alguém com um plano de vencer o pecado para viver a santidade nesta terra. Então me pergunto: Será muito ousado? Tão ousado quanto ter as coisas que este mundo oferece? A resposta é sim, pois é uma ousadia tremenda buscar as coisas do céu, mesmo que seja para isso que fomos criados “…buscai as coisas do alto, onde Cristo está entronizado à direita de Deus” (Col 3,1).

Quero que saiba que quanto mais ousado o plano, maior a disciplina, vontade e necessidade de comunhão (trabalho em equipe). Juntemos as nossas forças, irmãos, para correr para a meta de nossa alma, sermos santos. Para isso, é preciso ora ser como Sirineu, ora buscar auxílio ao Senhor Poderoso, Santo e Verdadeiro, Jesus Cristo, pois os pecados que temos não devem ser carregados por nós mesmos, ter a ilusão da autossuficiência nos afasta das virtudes e consequentemente do Pai.

Agora, sabendo para que somos chamados e que neste caminhar nada conseguiremos sozinhos, quais os próximos passos, ou melhor, se para alcançar a santidade é preciso lutar contra o pecado, é importante, em comunhão com Cristo, elaborar uma estratégia de batalha vencedora. Então, mãos a obra, afinal São Pedro nos alerta: Mas, amados, não ignoreis uma coisa, que um dia para o Senhor é como mil anos, e mil anos como um dia (Cf. 2 Pedro 3,8).

O PLANO

  1. RECONHECIMENTO DO TERRITÓRIO

A batalha contra o pecado é travada no lugar mais suscetível a intemperes internas e externas. Esse lugar é a nossa mente, onde a vontade e a razão imperam e nos possibilitam alcançar a intimidade com Deus por meio do nosso espírito.

Ninguém melhor do que você, e claro, do nosso Criador sabe o que há de desordenado e virtuoso neste território, diga-se de passagem, as vezes inóspito e cheio de armadilhas.

Olhe para o seu passado, reze com os momentos que te trouxeram aqui e agora, deixa derreter o que está congelado e fluir o rio de águas claras “Tudo o que essa água atingir se tornará são e saudável e em toda parte aonde chegar a torrente haverá vida. (Cf. Ezequiel 47,9)”, aceite e escreva aquilo em que és fraco e no que és firme. Tenho que te alertar que o reconhecimento territorial é mais frequente do que em uma guerra de armas, pois aqui a guerra é espiritual e somos bombardeados diariamente por estímulos internos e externos.

  1. FAÇA UM RANKING DOS ALVOS (PECADOS)

Identifique, com a ajuda do Espirito Santo de Deus (ore), e separe os alvos, seguindo a máxima de dividir para conquistar, entre pecados veniais (Cf. CIC 1863), graves (Cf. CIC 1857-1861) e capitais (gula, avareza, inveja, ira, soberba, luxúria e preguiça).

Feito isso, você terá os “locais” estratégicos em que não podemos deixar ganhar território, bem como onde explodir com os sacramentais, eucaristia e confissão.

  1. NUNCA MENOSPREZE SEU INIMIGO

Não se trata apenas de uma luta contra o mundo e a mentalidade mundana, que nos engana, atordoa e torna medíocres sem empenhamento e sem alegria. Nem se reduz a uma luta contra a própria fragilidade e as próprias inclinações (cada um tem a sua: para a preguiça, a luxúria, a inveja, os ciúmes, etc.). Mas é também uma luta constante contra o demônio, que é o príncipe do mal” (Cf. Exortação Apostólica Gaudete Et Exsultate, Santo Padre Francisco, § 159).

O inimigo é astuto e sabe “jogar”, entretanto, há um movimento tático que é chamado de LOUVOR, sim com letra maiúscula. É um ótimo repelente para as instigações ao pecado que aparecem como um pernilongo no meio da noite. Cantar louvores, verbalizar a sua gratidão pelas provações e pelos mimos do Pai ao menor sinal de perigo. Viu, ouviu, sentiu ou pensou em algo ou alguém que te leve ao pecado, diga: Eu te louvo Senhor Jesus, pois em Ti encontro redenção. Fica comigo meu Deus e afastai todo mal!

  1. FAÇA ALIADOS

Viver em comunidade é ser cristão, só podemos viver a cristandade quando estamos em comunhão. Vemos isso desde a anunciação do anjo a Nossa Senhora até a vinda do Espirito Santo no Cenáculo, quando os discípulos estavam reunidos. Por isso, rezar para o irmão e pedir que orem para você nunca é demais. É claro que, assim como quem está em guerra, façamos um exercício de partilha das nossas alegrias e dificuldades.

Saiba como montar um plano estratégico para vencer o pecado

Outra infalível aliada podemos fazer com a oração do terço. Maria é a aurora que anuncia o Salvador, terrível como exército em ordem de batalha. É ela que esmaga a cabeça da serpente com a sua pureza que reflete o Filho e humildade de serva ao aceitar o plano de Deus em sua entrega total “Disse então Maria: Eu sou a serva do Senhor! Faça-se em mim segundo a tua palavra.” (Cf. Lc 1,38)

  1. SIGA O GENERAL COM FIDELIDADE

Quando fiz um retiro em 1998, na realidade, o meu primeiro retiro, na paróquia Maristela, em Presidente Prudente/SP, aprendi uma música que diz: “O NOSSO GENERAL É CRISTO, SEGUIMOS OS SEUS PASSOS, NENHUM INIMIGO NOS RESISTIRÁ”.

Desde então, louvo com essa música, certo de que Ele vence por mim, a cada dia, em cada lugar, basta direcionar tudo o que sou, faço e sinto para Ele. Fazer das minhas vontades virtudes e reencontra-las nas confissões, como um soldado que volta ao comando para reportar as ocorrências, baixas, vitórias e volta para a fronte.

A EXECUÇÃO

Como vimos no começo, esse plano requer disciplina, vontade e determinação determinada. Se você pensa que é difícil, rogue para o nosso general, Cristo, pois Ele nos sustentará. Comece agora, e siga um dia após o outro, pois lutamos para a glória de Deus e vencemos pela graça de Deus.

Thiago Lopes Casarini
Postulante da Comunidade Católica Pantokrator

Thiago Casarini
Postulante da Comunidade Católica Pantokrator

2 COMENTÁRIOS

  1. […] Partindo dessa ponderação inicial, vejamos ao que se prestam os filmes de terror. Qual o objetivo senão amedrontar ao máximo (para vender mais) ou provocar sensações de pavor, mistério mórbido, insegurança, desconfiança e desejos pelo oculto e sombrio. Apesar de retratarem uma realidade espiritual importante e comumente esquecida em nossos dias – a ação demoníaca que age em nosso meio – o faz de uma forma fantasiosa e dramática. Isso, raramente, se manifesta na vida real. O demônio anseia agir no anonimato e trabalha para que as pessoas não acreditem que ele realmente exista. O que mais evita é espetáculos, porque o medo afasta, enquanto a sedução atrai. Sendo assim o maior perigo é mesmo o pecado! […]

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Ao tornar-se um Construtor da Fé você participa da Obra de Pantokrator e constrói a fé no coração de milhares de pessoas mensalmente atingidas pela nossa Obra. E ainda colabora na estrutura missionária e na formação dos sacerdotes da Comunidade Pantokrator.

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