Cristão x Happy Hour – Os desafios da santidade!

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Decidi com certeza que quero o caminho da santidade, mas com frequência sou convidado para o famoso “Happy Hour ”, será que eu posso ir? Como vencer os desafios de conviver com as pessoas, ser alegre e não pecar? Não ir, é a melhor solução?

Quando eu posso ir no Happy Hour?

O Cristianismo não é um conjunto de regras, mas é um relacionamento de amizade com Cristo. Trata-se de reconhecer o amor incondicional manifestado na Cruz e buscar amar com reciprocidade Jesus. Tal amor deve nos mover de forma que desejemos viver como os primeiros discípulos, que deixavam tudo para anunciar a salvação aos homens. Portanto se você deseja ser um cristão autêntico é necessário viver neste espírito, de respirar Cristo 24 horas por dia, assim como São Paulo exortava às comunidades “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais qualquer outra coisa, fazei tudo para a glória de Deus.” (1Coríntios, 10, 31)

Se você ainda não experimentou este amor, busque incessantemente, porque o Pai te quer por inteiro e desde já você experimentará uma vida de felicidade, e depois muito mais no Céu! Acredite, Jesus pode transformar o seu coração a ponto de você desejar não ter o desejo de ir ao happy hour apenas para esfriar a cabeça da semana intensa de trabalho, mas para evangelizar aqueles que trabalham com você!

happy hour

Cuidado, é necessário conhecer-se

Uma vez, um padre me disse que o demônio não tem criatividade, os pecados sempre são os mesmos, pois é, sendo assim, precisamos clamar ao Espírito Santo para Ele nos fazer enxergar a realidade a nosso respeito e vermos onde estão as ocasiões de queda. Se eu tenho propensão a viciar em bebida alcoólica e sempre que saio com aquelas pessoas eu me excedo, precisarei escolher entre amar a Deus ou aqueles “amigos”. Se eu sou muito carente e sempre que saio com tais pessoas termino tendo relacionamentos amorosos de forma descomprometida, precisarei escolher entre amar a Deus ou o prazer. Se com determinadas pessoas caio na tentação da fofoca, preciso preferir a Deus do que essas pessoas. “Se teu olho te leva ao pecado, arranca-o e lança-o longe de ti, é melhor para ti entrares na vida cego de um olho que seres jogado com teus dois olhos no fogo da geena.” (Mateus 18, 8) Portanto, somente você poderá dizer se comparecer aquele happy hour será um risco ou não para entristecer seu Amigo Jesus.

A vida de santidade é uma negação de tudo?

Não, definitivamente não! Somos nós que reduzimos o TUDO a poucas coisas. Reduzimos toda a beleza das amizades, do convívio familiar, do cuido dos filhos ao consumo de bebida alcoólica no final de semana. Reduzimos a beleza de um relacionamento santo que busca a construção de uma família, que nos faz amadurecer e ser pessoas melhores às noites de prazer sem compromisso. Reduzimos todas as pessoas deste mundo a um determinado grupo de pessoas que não nos agrega nada. Reduzimos o TUDO a coisas, pessoas, situações, e quando fazemos isso é óbvio que iniciamos um processo de destruição de nós mesmos. Santo Agostinho dizia “Fizeste-nos para Ti e inquieto está nosso coração, enquanto não repousa em Ti.”, em nossa alma existe um abismo infinito que somente poderá ser preenchido pelo próprio Deus absoluto, todas as outras coisas serão sugadas por este vazio insaciável.

O extraterrestre

Se vivermos o cristianismo como um conjunto de regras, sem experimentar o amor de Deus e irmos permitindo que Ele transforme os nossos corações, fatalmente nos tornaremos pessoas legalistas, nos tornaremos “pessoas esquisitas”. Portanto, não vivamos sozinhos este processo, mas com Cristo, para que com Ele possamos sorrir, contar piadas saudáveis, apreciar em ação de graças boas comidas e bebidas, conversar sobre os assuntos da atualidade, interessar-nos pela vida dos nossos colegas de trabalho e sem percebermos o evangelho será lido por eles através de nossa vida. Como dizia São Francisco de Assis “Pregue o Evangelho em todo tempo. Se necessário, use palavras.”

Conclusão

Tudo isso parece muito belo de ser vivido, mas estes desafios são impossíveis de serem superados apenas por forças humanas, é necessário contar com um auxílio divino, conforme o Senhor nos diz “sem mim, nada podeis fazer.” (João 15, 5). É preciso clamar a presença do Espírito Santo constantemente para que Ele nos dê o dom do discernimento para não nos expormos a situações de pecado que nos levarão a queda. É o Espírito Santo que nos dará a alegria, o perfume de Cristo que atrai as pessoas para a verdade, que transforma o nosso coração, que nos faz filhos de Deus e membros do corpo de Cristo – sua santa Igreja.

Vamos em frente, com uma determinação determinada, caindo, levantando, confessando, e um dia chegaremos à estatura de Cristo, viveremos eternamente com Ele, todo esforço que empregamos nisso é pouco perto do bem que nos espera.

Lucas Sturion
Discípulo da Comunidade Católica Pantokrator 

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