Você já viu uma criança fazendo birra? Sua incapacidade de compreender e refletir que sua vontade não pode ou não deve ser satisfeita naquele momento, a impede de se controlar, de agir conforme a vontade do pai, da mãe ou de quem quer que esteja com ela. Quantas vezes, nós, adultos, agimos assim com Deus. Ele é Pai e, independente do nosso comportamento, continua sendo Pai de amor e misericórdia.

Deus é Pai, porque fomos por Ele criados e também porque por Jesus Cristo, fomos feitos filhos de Deus. Jesus é o filho eterno de Deus que se fez carne por nós. Através da fé e dos sacramentos do batismo e da confirmação, tornamo-nos filhos pelo Filho. Na carta aos Efésios, São Paulo escreve que Deus nos escolheu em Jesus antes da fundação do mundo, para sermos para Ele filhos adotivos por Jesus Cristo. (Ef1, 4). Na epístola aos Romanos, São Paulo nos assegura: “Vós não recebestes um espírito que vos torne escravos e vos reconduza ao medo, mas um Espírito que faz de vós filhos adotivos e pelo qual nós clamamos: Abbá, Pai”. (Rm 8, 15)

Somos filhos de Deus Pai Todo Poderoso. D’Ele que é amor, que é misericórdia, que é fiel. Ainda que sejamos filhos que não alegrem o coração do Pai, que não O honrem. Deus, que é generosa misericórdia, nunca deixará de nos amar. Por maior que seja o erro do filho, Ele nunca se cansa de perdoar.

A maior vitória do pecado é fazer o pecador se achar indigno de retornar aos braços do Pai, por vergonha de pedir perdão. Por maior que seja o erro, Deus sempre será superior e nos espera de braços abertos para a reconciliação.

Não se relacione com Deus por meio de trocas. Se você faz algo para Deus esperando receber, não desanime quando não conseguir. A Sua vontade é soberana, Ele sabe sempre o que é o melhor para nós. Essa não é a melhor maneira de se relacionar com ninguém, muito menos com o Senhor, que não precisa de nada que possamos oferecer.

Uma experiência que podemos fazer para agradar o coração e Deus, é louvar ao Senhor pelas situações desafiadoras de nossa vida, que nos levam ao sacrifício e à cruz. Reclamar, bater o pé ou fazer como uma criança birrenta ou mimada, só demonstra o quanto ainda precisamos amadurecer.

Receber o Reino de Deus como uma criancinha (Mc 10,15), não está relacionado à infantilidade, imaturidade, mas com humildade. É a simplicidade da criança que sabe que é “pequena”, mas está muito feliz. É ser dependente de Deus, ser pequenino de Deus.

Santa Teresinha do Menino Jesus – Mestra da pequenez

Santa Teresinha do Menino Jesus, para amar a Deus, concluiu que não seria capaz de grandes coisas. Então, no cotidiano do dia a dia, nos pequenos desafios, escolheu amar, a fazer tudo com amor. Através da pequena via ou da “trilhazinha”, nossa querida Santinha, nos ensina que o poder, a sabedoria, as virtudes, a grandeza, bastam as do Senhor. Se precisarmos, Ele o fará por nós. Basta-nos apenas a dependência de Deus em nossa fragilidade pela graça do Espírito, que manifesta a força de Cristo.

Tomados pelo exemplo de Santa Teresinha, que possamos exclamar com toda sinceridade do nosso coração: “Abbá, Pai! Que seja feita conforme a Tua vontade.”

Thaís Casarini 
Postulante da Comunidade Católica Pantokrator 

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