Deus responde ao nosso clamor

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Em Mateus 15,21-28, quando lemos sobre a cura da filha da mulher cananeia, vemos um grande exemplo do quanto temos que clamar, ser insistentes com Deus nas orações e súplicas que fazemos por nós e por aqueles que amamos. Deus é um Pai generoso que tem muito para nos dar e espera que sejamos filhos que sabem que podem pedir tudo ao Pai, mesmo quando aquilo que desejamos pareça impossível. Uma criança, por exemplo, quando anseia algo ela pede independente do custo, pois não olha para o valor do objeto, mas se apoia na confiança que tem no pai. É justamente essa fé e confiança que Deus espera de nós!

A mulher de quem nos fala a Escritura, mesmo sendo da Cananéia – povo desprezado pelos judeus – não hesita em se aproximar de Jesus e implorar gritando pela cura de sua filha que estava horrivelmente endemoniada. De modo que a Palavra deixa muito claro para nós que, num primeiro momento, Jesus nada respondeu a ela como quem estava indiferente ao clamor que aquela mãe fazia. Entretanto “a aparente indiferença de Jesus não desencoraja a mãe, que insiste em sua invocação” (Papa Francisco – Angelus, 20/08/2017).

Jesus nos parece muito resistente nessa situação, como não era muito comum quando alguém se aproximava d’Ele. Suas falas foram muito duras, mas não fizeram com que a fé daquela mulher esmorecesse. Ela confiava no poder que Jesus tinha para libertar sua filha. Aquela que não fazia parte dos “filhos” de Deus e das promessas, por não pertencer ao povo judeu, de tanto insistir foi elogiada por Jesus – “Mulher, grande é tua fé!” – e alcançou o que tanto queria.

É preciso insistir no clamor

Papa Francisco nos ensina que “o Senhor não vira para o outro lado quando vê as nossas necessidades e, se por vezes pode parecer insensível aos nossos pedidos de ajuda, é para nos colocar à prova e fortalecer a nossa fé. Nós devemos continuar gritando como essa mulher: ‘Senhor, ajuda-me! Senhor, ajuda-me!’ com perseverança e com coragem. Essa é a coragem necessária para a oração”. (Angelus, 20/08/2017)

Como está a sua confiança em Deus? Você tem insistido no clamor ou já desanimou de pedir muitas coisas para Deus, porque parece que Ele é indiferente às suas necessidades e às dos que você ama? Muitas vezes desistimos da oração pela desconfiança de que o Pai nos escuta, mas como nos diz o Papa, quando Deus demora a responder nossa oração “é para nos colocar à prova e fortalecer a nossa fé.” O “ainda não” de Deus deve nos encorajar a acreditar que a bênção que precisamos vai chegar, mas que o momento ainda não é esse e, por isso, precisamos continuar clamando. Não existe clamor que Deus não escute e não responda, pois um pai não fica surdo ao clamor de um filho.

Diante de nossas desconfianças e desânimos, precisamos crescer na confiança em Deus, na confiança de que Ele é Bom e ouve todo clamor que elevamos a Ele. Com coragem e perseverança gritemos: “Senhor, ajuda-me!”. Que o belo testemunho desta mulher nos encoraje a pedirmos sem medo ao nosso bondoso Pai tudo o que precisamos, na esperança de que, em Sua vontade, Ele nos atenderá no tempo oportuno e não deixará nossos clamores sem reposta.

 

Edvandro Pinto
Discípulo da Comunidade Católica Pantokrator

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