Dia das mães: Longe dos olhos mas perto do coração

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coração

Neste mês de maio, estou vivendo esta experiência pela segunda vez: passar o dia das mães sem a presença física de minha mãe, apenas no coração!  No próximo mês de agosto, fará dois anos de sua morte.

Ao longo de todo esse período, tenho experimentado inúmeras sensações diversas. No início, logo após a sua partida, sentia-me muito confusa e perdida, não me conformava com o que havia ocorrido e eu simplesmente não conseguia conceber a ideia de que minha mãe não vivia mais entre nós. Há muitos anos já não morávamos juntas, inclusive em cidades diferentes, já não compartilhávamos a rotina diária, e, com exceção das saudades que sinto das conversas ao telefone ou mensagens via Whatsapp e dos nossos encontros, tenho a impressão de que estamos cada uma vivendo em sua casa. O que não deixa de ser real, se considerarmos o fato de que enquanto sigo meus dias nesta terra, minha mãe habita sua casa celeste. Embora a caminhada do luto seja constituída de diferentes fases e de sentimentos tão diversos, sigo sempre com a presença viva da minha mãe na minha memória e no meu coração!

Celebrar seu dia, ainda que seja no meu pensamento e na minha oração!

Nem todos os dias das mães das nossas vidas passamos juntas, mas ainda assim sempre havia o momento dos “parabéns” e das manifestações de afeto e amor. Nessa data, a dor e a saudade são inevitáveis, porém, é um dia de celebração do seu dia e de gratidão pela sua vida e por ter sido minha mãe!

Meu maior e mais importante presente a ela: permanecer na minha mente, no meu coração e na minha oração! “Pensar em uma pessoa que se ama é rezar por ela”, diz Santa Teresinha do Menino Jesus. Através da graça da Comunhão dos santos, minha intercessão, unida à de Cristo, alcança minha mãe (cf. CIC 2635*).

Celebrar sua memória!

Sou muito ligada às minhas memórias e até um tanto nostálgica. Deus me presenteou com o dom da “boa memória” e carrego muitas lembranças de todas as fases de minha vida em minha mente e em meu coração. Já há alguns meses, tenho sido visitada com muita frequência com lembranças de minha mãe: suas histórias, coisas que ela costumava dizer e muitos momentos partilhados em família. São memórias que, às vezes, são engraçadas e até me fazem dar risadas, outras vezes, causam lágrimas de saudades. Mas, creio que, acima de tudo, é uma graça que Deus me dá de manter minha mãe viva dentro de mim, no meu coração, na minha história e em tudo aquilo que sou!    

Feliz dia das mães! Que Deus nos abençoe!

* CIC – Catecismo da Igreja Católica

Adriane Luz
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator

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