Empatia: um ponto fundamental na evangelização

A igreja necessita de evangelizadores que tenham um acolhimento verdadeiro para com o próximo. Basta do descompromisso, é necessário que haja difusores de Cristo com contrição, simpatia e empatia.

Para colocar o “Pingo no i”

Vamos esclarecer que a simpatia pode ser entendida como um sentimento de afinidade com determinada pessoa estabelecida, assim, há uma harmonia no encontro com ela. Simpatizamos com as pessoas que partilhamos afinidades, interesses e valores compatíveis e complementares com o nosso funcionamento. Já a empatia implica a capacidade de tomarmos o lugar do outro para compreendermos a sua realidade interna, sem a prévia validação de sua história e valores.

A empatia genuína contribui para fomentar a comunhão, a união de corações, como escreve São Pedro: “tende todos um só coração e uma só alma” (1 Pe 3,8). Esta comunhão nos capacita pela graça divina reconhecer no outro a face de Cristo como ponto inicial.

A empatia nos leva a caridade, que diverge muito da filantropia, já que a caridade é elemento de transformação da alma, uma vez que nos ajuda a alterar nosso estado de inteligência e vontade. Deixa de ser relevante o ouvir apenas pelo gostar e o que se torna importante é se doar para compreender e motivar. É instrumento de descoberta dos traços excepcionais de uma inteligência que integra e modula as emoções.

Qual é a chave, qual é o segredo? 

Temos de dizer a verdade com uma paciência constante: veritatem facientes in caritate – Ef  4, 15 (Vg).

A paciência e docilidade – características da nossa alma esponsal – são os elementos fundamentais, como salienta São Josemaria Escriva em Caminho n. 409: “O mais importante na comunicação com o outro é a capacidade do coração que torna possível a proximidade, sem a qual não existe um verdadeiro encontro espiritual. A escuta ajuda-nos a encontrar o gesto e a palavra oportuna que nos desinstala da tranquila condição de espectadores”.

Se ainda assim, surgiu a dúvida de como é possível usar tal habilidade, tenho o prazer de citar a regra de ouro de Viktor Frankl, criador da logoterapia:

Somente na medida em que consegue viver esta autotranscendência da existência humana, alguém é autenticamente homem e autenticamente si próprio. Assim o homem se realiza não se preocupando com o realizar-se, mas esquecendo a si mesmo e dando-se, descuidando de si e concentrando seus pensamentos para além de si.

O desprendimento do “nosso ser” para com o próximo nos faz capazes de Deus. Por mais simples que possa soar há de se confirmar que a batalha carnal e espiritual é grande. O que nos apoia é a oração, adoração, confissão e a eucaristia. Sem viver esses tesouros que nos foi herdado é como estarmos em um campo de concentração a espera da morte de nossas almas.

Onde devo ir? 

A empatia tem um fim único o qual o Papa Francisco adverte “um bom acompanhante não consente fatalismos ou a pusilanimidade. Convida sempre a querer curar-se, a carregar a maca, a abraçar a cruz, a deixar tudo, a sair sempre de novo a anunciar o Evangelho” – Francisco, Ex. Ap. Evangelii gaudium, 24-XI-2013, n. 171.

Dessa forma a empatia é meio de evangelização para a felicidade eterna de forma que nunca pode ter seu término na própria situação. É motor que impulsiona para a santidade com a alegria de ser de Deus.

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