Epifania do Senhor

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No dia 06 de janeiro, a Igreja celebra a Solenidade da Epifania do Senhor. Segundo o Catecismo da Igreja Católica, epifania é a manifestação de Jesus como Messias de Israel, Filho de Deus e Salvador do mundo (§ 528). Na imagem da cena descrita no Evangelho (cf. Mt 2, 1-12), vemos que os magos, sábios que vieram de longe, de todos os cantos da terra, entram no lugar para se prostrarem diante do menino.

Antes, tinham vindo os pastores – almas simples que habitavam mais perto de Deus feito menino, podendo mais facilmente “ir até lá” (cf. Lc 2, 15) ter com Ele e reconhecê-l’O como Senhor. Mas agora vêm também os sábios deste mundo. Não apenas os pastores, gente simples e ignorante, mas também os sábios se prostrara m diante dele, com suas riquezas, sua sabedoria, seus tesouros.

Tudo aquilo que o mundo pagão adora se prostra para adorar o Menino Deus. Porque tudo se abala diante do nada de Deus, do mistério escondido em Deus feito criança. O coração humano treme diante da força da inocência, da fragilidade, da pureza do Menino Jesus. Abrindo seus tesouros, os magos oferecem-Lhe presentes, em sinal de adoração e submissão de todas as coisas criadas a Seu Senhorio.

No ouro está representada a realeza de Jesus; a mirra simboliza o profetismo de Jesus, prefigurando o Seu Sacrifício redentor; simboliza também a Sua pureza, livre do pecado; o incenso simboliza a divindade de Jesus. Com esses homens, tem início a peregrinação da humanidade rumo a Jesus Cristo: rumo àquele Deus que nasceu num estábulo, que morreu na Cruz e, Ressuscitado, permanece conosco todos os dias até ao fim do mundo (cf. Mt 28, 20).

A Igreja não é a luz, mas recebe a luz de Cristo, acolhe-a para ser por ela iluminada e para difundi-la em todo o seu esplendor por todo o mundo. Por isso o profeta Isaías nos diz: “Deixa-te iluminar! Chegou a tua luz! A glória do Senhor te ilumina. Sim, a escuridão cobre a terra, as trevas cobrem os povos, mas sobre ti brilha o Senhor, sobre ti aparece Sua Glória. As nações caminharão à tua luz, os reis, ao brilho do teu esplendor” (60, 1-3). É um convite destinado à Igreja, a Comunidade de Cristo, e também a cada um de nós, a tomar ainda mais viva consciência da missão e da responsabilidade diante do mundo em testemunhar e levar a todos Jesus, o Cristo, luz dos povos!

Kátia Maria Bouez Azzi
Consagrada da Comunidade Católica Pantokrator

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