Estais dispostos a receber com amor os filhos que Deus vos confiar?

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Estais dispostos a receber com amor os filhos que Deus vos confiar? Certamente, esta pergunta deveria ser refletida por todos os casais já durante o namoro ou ao menos noivado, pois o que eu tenho visto e ouvido dos muitos jovens que se propõem a casar-se é que suas prioridades são suas carreiras, seus bens, viagens, ou seja, juntar riquezas, acumular patrimônio e conhecer o mundo.

Eu não estou dizendo que essas coisas são ruins e nem que elas não são desejo de Deus para estes jovens. Muito pelo contrário, Deus criou todas as coisas para que nós as utilizássemos e delas tirássemos proveito para nosso bem e para a nossa felicidade, ocorre é que fazendo isso você está como diz o ditado: “colocando o carro na frente dos bois”.

Filhos são benção 

Os filhos são benção de Deus na vida do casal, e conversar sobre isso ainda no namoro e no noivado evita um enorme sofrimento. Recordo-me que uma vez atendi um dos cônjuges num plantão de oração que me disse ter sido comunicado por sua esposa após o casamento que ela não queria ter filhos. Ora, eles nunca tinham falado sobre isso durante o namoro e nem no noivado, mas o desejo dele era de ter muitos filhos. Agora imagine você o tamanho da frustração e do dilema que ele estava vivendo, pois ele amava a sua esposa e queria ter filhos com ela, mas ela não.

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Vou me deter sobre este exemplo, pois esta é infelizmente a triste realidade de muitos casais, que prometem uma coisa no altar, mas na vida real isso não se concretiza. Digo isso porque muitos vivem o sacramento do matrimônio apenas como uma realização social e ele não é isso, o sacramento vivido assim não é real, ele não foi assumido em sua totalidade, embora o casal tenha proclamado algo, ele vive outra coisa, o que é incompatível do ponto de vista moral e é contrário à fé.

Se você ainda não se casou é preciso conversar seriamente com o seu ou sua pretendente para então decidir seguir em frente com este relacionamento, pois descobrir esta incompatibilidade antes de assumir o sacramento evitará muito sofrimento para vocês. Entenda uma coisa importante: casar-se implica em assumir uma missão de se tornar pai e mãe, ainda que não sejam de filhos biológicos, mas todo casal recebe a graça da paternidade ou maternidade, mesmo que seja ainda espiritualmente.

Agora se você já se casou é preciso tomar coragem e assumir esta missão que o próprio Deus confiou a vocês. Receber com amor os filhos que Deus vos confiar, não é escolher a quantidade de filhos, acolher os filhos que Deus vos confiar é dar a Deus o controle desta situação; vamos entender isso melhor.

É lícito ao casal por motivos justos utilizar-se dos métodos naturais para espaçar a concepção de um bebê. O que quero dizer é que há situações graves que podem justificar a decisão dos cônjuges de não terem um filho ou filha naquele momento, isso pode ser por uma questão de saúde, por uma situação financeira grave. Mas, sobre este último, faço uma observação: Deus sempre manda um filho com o pãozinho debaixo do braço; àqueles filhos que foram concebidos pela graça do matrimônio e da fidelidade à doutrina da Santa Igreja, Deus não deixa faltar nada, falo por experiência própria.

Os métodos naturais não são métodos contraceptivos e não devem ser vividos nesta perspectiva. O casal que faz uso dos métodos para isso está agindo errado, mas ainda que feito para este fim, Deus, Senhor de todas as coisas, pode nos períodos tidos como inférteis conceder ao casal a graça da concepção, o que não ocorre nos métodos artificiais.

É muito importante que a mulher procure antes do casamento uma instrutora do Método Billings, para que ela estude, conheça o método e passe a observar-se. Isso a levará a um profundo conhecimento a respeito do seu corpo e, após o casamento, este conhecimento será compartilhado com seu esposo que passará a participar ativamente deste método, se possível realizando as anotações para ela.

O amor conjugal traz em si a belíssima missão de testemunhar o amor trinitário, ou seja, o amor do Pai que se dá ao Filho, gerando, assim, o Espírito Santo. Um amor que não é aberto à vida e aos filhos, não pode testemunhar esta beleza. Precisamos ser casais ousados e desejosos de acolher os filhos que o Senhor sonhou para nós e vivermos este sonho na perspectiva do céu.

Que o Senhor abençoe você e coragem!

Guilherme Granja
Consagrado da Comunidade Católica Pantokrator 

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