“Estar sempre junto com Jesus: este é o meu plano de vida”

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Foi com a frase que dá título a este texto que o jovem italiano, Carlo Acutis, de apenas 15 anos (1991 – 2006), morreu, vítima da leucemia. Hoje ele é considerado Servo de Deus, graças a seu desejo em divulgar o culto ao Santíssimo Sacramento e a decidida amizade que assumiu com Jesus.

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Carlo foi um jovem como tantos outros do nosso tempo, provavelmente, como você e eu: gostava de tecnologia, sair com os amigos, dançar, ver um bom filme, entre outras coisas. Da mesma forma que era repleto de vida, também era repleto de fé, e sabia muito bem utilizar o dom da inteligência que Deus lhe deu.

A história desse jovem Servo de Deus tem despertado o interesse de muitas pessoas, principalmente de jovens que desejam assumir uma radicalidade de vida, e tem nele um exemplo de alguém que alcançou a grande meta: a santidade.

Ele recebeu a primeira comunhão aos 7 anos de idade, com uma autorização especial do seu bispo, que viu nele uma profunda paixão e respeito à Jesus Eucarístico.

E foi justamente a Eucaristia que o fez viver com alegria até o fim dos seus dias. Ele recebia diariamente a comunhão, inclusive nos dias que não podia sair de casa, em virtude da doença que estava em estado avançado. Além disso, ele era um assíduo visitante da capela do Santíssimo Sacramento, a qual dedicava boa parte do seu dia.

“Tranquilo durante o tempo da missa, ele começou a dar sinais de ‘impaciência’ quando se aproximava o momento de receber a Sagrada Comunhão. Com Jesus já no coração, depois de um tempo com a testa recolhida entre as mãos, ele começou a se mexer, um tanto agitado, como se não conseguisse ficar parado. Parecia que alguma coisa tinha acontecido com ele, só conhecida por ele; algo grandioso, que ele não conseguia conter” ,recorda a superiora do convento de clausura de Perego, em Brianza, onde ele fez a primeira comunhão.

Hoje, graças à exposição virtual sobre os milagres eucarísticos, criada por iniciativa dele, muitas pessoas conhecem relatos que, até então, não tinham grande repercussão em todo mundo. Para conhecer este trabalho clique aqui.

A entrada de Carlo para a vida eterna

No início de outubro de 2006, Carlo manifestou os sintomas do que, inicialmente, foi confundido com caxumba, mas diagnosticado, logo depois, como leucemia fulminante de tipo m3. A morte veio rápido, no dia 12 de outubro. “Carlo entendeu o que estava acontecendo e ofereceu seus sofrimentos pela Igreja e pelo papa”, conta Francesca Consolini, postuladora da causa de beatificação. “No hospital, ele se preocupava com os pais, agradecia aos enfermeiros e médicos. Ele viveu também a morte com plenitude, como tinha vivido a vida. ‘Viver bem o hoje, olhando para o essencial’: eu acho que esta é a mensagem mais forte que ele nos deixou”.

Um amigo fala da sua aproximação à fé depois da morte de Carlo. “No enterro, havia vários imigrantes, alguns muçulmanos e hinduístas. Eu acho que Carlo os tinha conhecido nos seus passeios de bicicleta pelo bairro, quando ele parava para conversar com os porteiros, quase todos estrangeiros. Perto da nossa casa havia um sem-teto. Carlo sempre levava comida para ele. Uma vez, ele deu um saco de dormir para um idoso que dormia numa caixa de papelão. Ele doava as suas mesadas para os frades capuchinhos”.

Sua mãe conta que “uma vez, ele não gostou nem um pouco quando eu comprei um par de sapatos que ele achou supérfluos. Ele treinava a força de vontade. E dizia que ‘o problema é motivar a vontade. A única coisa que nós temos que pedir a Deus na oração é a vontade de ser santos’”.

“Eu estou feliz de morrer”, escreveu Carlo, “porque vivi a minha vida sem perder nenhum minuto em coisas que não agradam a Deus”.

Gustavo Souza
Postulante da Comunidade Católica Pantokrator

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